sábado, 29 de outubro de 2016

sao judas tadeu - 28 de outubro



28 DE OUTUBRO DIA DOS SANTOS APÓSTOLOS - São Simão e São Judas Tadeu, colunas da verdade do Reino


Celebramos na alegria a fé dos apóstolos São Simão e São Judas Tadeu, colunas e fundamento da verdade do Reino


São Simão: Simão tinha o cognome de Cananeu, palavra hebraica que significa “zeloso”. Nicéforo Calisto diz que Simão pregou na África e na Grã-Bretanha. São Fortunato, Bispo de Poitiers no fim do século VI, indica estarem Simão e Judas enterrados na Pérsia. Isto vem das histórias apócrifas dos apóstolos; segundo elas, foram martirizados em Suanir, na Pérsia, a mando de sacerdotes pagãos que instigaram as autoridades locais e o povo, tendo sido ambos decapitados. É o que rege o martirológio jeronimita.


Outros dizem que Simão foi sepultado perto do Mar Negro; na Caucásia foi elevada em sua honra uma igreja entre o VI e o VIII séculos. Beda, pelo ano de 735, colocou os dois santos no martirológio a 28 de outubro; assim ainda hoje os celebramos. Na antiga basílica de São Pedro do Vaticano havia uma capela dos dois santos, Simão e Judas, e nela se conservava o Santíssimo Sacramento.


São Judas Tadeu: Judas, um dos doze, era chamado também Tadeu ou Lebeu, que São Jerônimo interpreta como homem de senso prudente. Judas Tadeu foi quem, na Última Ceia, perguntou ao Senhor: “Senhor, como é possível que tenhas de te manifestar a nós e não ao mundo?” (Jo 14,22).


Temos uma epístola de Judas “irmão de Tiago”, que foi classificada como uma das epístolas católicas. Parece ter em vista convertidos, e combate seitas corrompidas na doutrina e nos costumes. Começa com estas palavras: “Judas, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago, aos chamados e amados por Deus Pai, e conservados para Jesus Cristo: misericórdia, paz e amor vos sejam concedidos abundantemente”. Orígenes achava esta epístola “cheia de força e de graça do céu”.


Segundo São Jerônimo, Judas terá pregado em Osroene (região de Edessa), sendo rei Abgar. Terá evangelizado a Mesopotâmia, segundo Nicéforo Calisto. São Paulino de Nola tinha-o como apóstolo da Líbia. Conta-se que Nosso Senhor, em revelações particulares, teria declarado que atenderá os pedidos daqueles que, nas suas maiores aflições, recorrerem a São Judas Tadeu. Santa Brígida refere que Jesus lhe disse que recorresse a este apóstolo, pois ele lhe valeria nas suas necessidades. Tantos e tão extraordinários são os favores que São Judas Tadeu concede aos seus devotos, que se tornou conhecido em todo o mundo com o título de Patrono dos aflitos e Padroeiro das causas desesperadas.


São Judas é representado segurando um machado, uma clava, uma espada ou uma alabarda, por sua morte ter ocorrido por uma dessas armas.


São Simão e São Judas Tadeu, rogai por nós!






HISTÓRIA DE SÃO JUDAS TADEU
São Judas Tadeu é um dos doze apóstolos de Jesus. Era filho de Cléofas (irmão de São José) e de Maria de Cléofas (irmã de Nossa Senhora). Assim, ele era primo de Jesus. Diziam que se parecia muito com o Mestre. São Judas era também irmão de São Tiago, chamado “O Menor”, e de São Simão. Ambos discípulos de Jesus. O nome Judas significa “Deus seja louvado”.
Bodas de Caná
Alguns estudiosos chegam a cogitar na possibilidade de São Simão, ser o noivo do casamento em Caná da Galiléia, onde Jesus operou seu primeiro milagre, transformando água em vinho. São Judas teria presenciado o milagre e esta pode ter sido a causa de ele ter se tornado discípulo de Jesus. Lucas também chama Judas de "Zelote" - Lc 6,15. Alguns estudiosos afirmam que "zelote" significa zeloso. Outros afirmam que ele poderia ser membro do movimento revolucionário dos zelotes, que lutavam contra a dominação romana em Israel.
Escritor São Judas Tadeu
São Judas é o autor da menor carta do Novo Testamento: "A Carta de Judas". A epístola de Judas foi escrita com muito amor e dedicação. Judas se preocupava com a pureza da crença na pessoa de Jesus Cristo e com a boa imagem dos cristãos perante a população. Talvez ele até quisesse escrever algo diferente, mas ao ouvir os falsos relatos de alguns cristãos, decidiu escrever esta carta chamando a atenção e alertando toda a Igreja nascente para terem cuidado com os falsos profetas.
Martírio
A história, baseada nos escritos apócrifos da "Paixão de Simão e Judas", relata que depois de anunciar o Reino de Deus no Egito, Simão encontrou-se com Judas e eles foram evangelizar a Pérsia. Escritos do século VI descrevem o martírio de ambos.
Simão e Judas foram martirizados na Pérsia, na cidade de Sufian. Eles foram mortos por pregarem destemidamente a fé em Jesus Cristo. Por causa da pregação deles, grande foi o número de persas que se converteram ao cristianismo. Isso incomodou os poderosos da Pérsia. Por isso, foram condenados à morte. Vários estudiosos das escrituras acreditam que São Judas foi decapitado por carrascos que usavam como ferramenta o machado afiado. Esta era a pena capital mais usada pelos persas na época.
Muitos se converteram ao verem o testemunho destemido de São Judas diante da morte. O corpo de São Judas está sepultado na Basílica de São Pedro, no Vaticano. O Papa Paulo III escreveu uma bula concedendo indulgência plenária para todos aqueles que rezarem em seu túmulo no dia 28 de outubro, dia da sua festa.
Representação de São Judas Tadeu
Na arte cristã, São Judas Tadeu é representado como um homem segurando um machado, como referência à maneira pela qual ele foi martirizado.
Devoção a São Judas Tadeu
Acredita-se que as relíquias de São Judas Tadeu possam estar nas cidades deRheims e Touluse, na França. Há séculos, São Judas é venerado pelos cristãos como um dos santos mais populares da Igreja. Ele é invocado como o “Santo das Causas Perdidas”.
Intercessão de São Judas Tadeu
Muitas vezes São Judas Tadeu é confundido com Judas Iscariotes, aquele que traiu Jesus por 30 moedas. Por isso, o nome Judas caiu na desonra e passou a ter um significado de traidor, criminoso, assassino, desprezível ou diabólico. Santa Brígida diz que Jesus quis reparar esse mal. Ao aparecer a Brígida da Suécia, que vivia um momento difícil em sua vida, Jesus disse para ela pedir a intercessão de São Judas Tadeu, pois Ele, Jesus, queria conceder graças às pessoas do mundo todo. Por isso, ainda hoje, a devoção a São Judas Tadeu é forte em todo o mundo. São tantas as graças alcançadas pela intercessão do Santo que ele é conhecido como o advogado das causas perdidas ou difíceis de serem resolvidas.
Oração a São Judas Tadeu
(Para ser rezada em grandes aflições, quando parecemos desamparados de todo socorro visível ou para casos desesperados)
São Judas Tadeu, glorioso apóstolo, fiel servo e amigo de Jesus, o nome do traidor é causa de serdes esquecido por muitos, mas a Santa Igreja honra-vos e invoca-vos universalmente como padroeiro de casos desesperados, sem remédio. Intercedei por mim que sou tão miserável pondo em prática, eu vo-lo rogo, o privilégio particular que vos é concedido a fim de trazer ajuda pronta e visível onde isso é quase impossível. Vinde valer-me nessa grande necessidade para que eu possa receber as consolações e socorros do Céu em todas as minhas aflições, necessidades e sofrimentos, particularmente (aqui dizer a graça que deseja obter...) e que possa bendizer a Deus convosco e todos os eleitos por toda a eternidade. Eu vos prometo, bem aventurado São Judas Tadeu, ter sempre presente esta grande graça e não cessar de honra-vos, como meu especial e poderoso Padroeiro e farei quanto possa para espalhar a devoção para convosco. Amém.
São Judas Tadeu, rogai por nós e por todos os que vos honram e vos invocam.
Rezar um Pai-Nosso, uma Ave-maria e um Glória ao Pai.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

ANIMAL DE PODER - HABILIDADES E TALENTO





ANIMAL DE PODER

Título:Animais Sagrados
“Se você falar com os animais, eles falarão com você.
E assim, vocês conhecerão um ao outro.
Se você não falar com eles, não os conhecerá...
...E aquilo que você não conhece, você teme.
... E aquilo que se teme, se destrói.”
[Anônimo]

Em todas as tradiçoes xamânicas os animais são vistos como arquétipos, símbolos de energias que existem e que podemos encontrar e manifestar dentro de nós.

E como arquétipos energéticos, cada pessoa tem seu "Animal de Poder", “Animal Negro”, “Animal Dourado” e seu “Animal Alado”, que correspondem às características que aquela pessoa necessita desenvolver, aprender e manifestar em si, em determinado momento de sua vida.

A sabedoria existente em um animal específico, não está necessariamente ligada com sua aparência ou com os pré-conceitos e crenças criados a respeito do mesmo pelo homem, e sim pelo seu poder natural.

ANIMAL DE PODER

Todos nós possuímos apenas um. No contexto de cura do Grande Espírito ele representa nosso ego e características da nossa personalidade. As personas (máscaras) que usamos, nossas habilidades conhecidas e aquelas a que ainda não tivemos acesso.

ANIMAL NEGRO

Significa “o nosso lado negro”, a única força existente em nós que consegue combater a força da magia negra. Este animal recebe e compartilha esta força da Mãe-Terra. Representa nossa sombra, nosso lado escuro, que ao ser iluminado pela luz do conhecimento nos remete a transformação. Todos nós possuímos um lado negro e um lado de luz. Quando negamos essa energia existente em nós humanos, não permitimos o nosso crescimento e as soluções de todos os nossos problemas.

ANIMAL DOURADO

Representa nossa cura interna. A luz dourada da sabedoria. Significa todos os nossos conhecimentos adquiridos em todas as vidas. É o elo de proteção do nosso eu com o Grande Espírito.

ANIMAL ALADO

Nosso animal espiritual. Ele traz a visão transcendente da situação e o poder para resolvê-la. Nos ajudando a ir além de nossa visão pessoal, a encontrar as soluções através dos arquétipos, forças sagradas e divinas.

Tanto o Animal de Poder, como o Animal Negro, Dourado ou Alado, é que escolhe a pessoa e não o contrário. Através de uma jornada xamânica a toques de tambor o animal se apresenta para a pessoa. É importante não deixar que o ego interfira no seu processo de encontro com o Animal Sagrado. Muitas vezes a pessoa deseja que seu animal seja o mais bonito ou mais forte em sua opinião, e esses desejos do ego acabam atrapalhando a apresentação do animal que ela realmente necessita.

É importante lembrar que nenhum animal é melhor ou pior que outro.

Uma vez que descobrimos nossos Animais Sagrados, devemos estabelecer um relacionamento com os mesmos. Devemos invocá-los, ao realizar nossas tarefas do dia a dia, visualizá-los freqüentemente perto e dentro de nós, e buscar aprender a desenvolver e manifestar suas características. Lembrando sempre que ao invocar o Animal Sagrado, seja o de Poder, Negro, Dourado ou Alado, não invocamos algo que vem de fora, e sim a energia animal que está dentro de nós.

Outro motivo de confusão no meio xamânico é quanto ao termo “Totem”. Conforme trilhamos o Sagrado Caminho do Xamanismo, aos poucos, vamos construindo nosso Totem Sagrado, que corresponde na verdade, à unificação dos Animais Sagrados, dos Animais Guardiães das Quatro Direções e os Animais dos Clãs, que vão se associando ao nosso Eu Xamã e formando assim, nossa Identidade Xamânica. Apenas um xamã experiente e com vários anos de caminhada pode afirmar que possui um Totem desenvolvido.

Mesmo após desenvolvermos um Totem Sagrado, outros animais ainda podem se apresentar para determinada pessoa, dependendo do trabalho que a mesma está realizando ou vai realizar. Estes animais são conhecidos como “Animais Auxiliares”.

É muito importante estarmos atentos aos sinais e mensagens que o arquétipo do animal está nos passando. Eles podem aparecer em sonhos, jornadas, no dia a dia, na mente, através de um filme, desenhos, pinturas, ou através de outros meios.

E se quisermos realmente compreender as características de um determinado animal, devemos estudá-lo, para entender o que ele tem para nos passar. Estudar seu habitat, hábitos, o que come, medos, presas, sons que manifestam e outros detalhes, será a oportunidade de aplicarmos seus ensinamentos em nossas vidas.

ALGUNS ANIMAIS E SEUS SIGNIFICADOS

Na perspectiva xamânica todos os animais são considerados sagrados e todos trazem um significado e valor espiritual específico. São reverenciados e honrados por diversas culturas antigas e por todas as tradições xamânicas do mundo.

PAVÃO

O Pavão simboliza bondade, generosidade e magia. Ele possui um antigo conhecimento de magia e é capaz de trabalhar a energia para criar tudo o que quer.

Na Índia suas penas são utilizadas para afastar espíritos malignos. No Xamanismo Ancestral existe o Clã do Pavão, que rege o elemento Fogo.

Este animal também nos trás o senso da bondade, generosidade e capacidade de abarcar a vida.

Passáro grande e gracioso, o Pavão vive num corpo no plano terrestre e que precisa aproveitar sua capacidade para manifestar prazeres hedonísticos. Sua forma é bela, mas ele não esta apegado a ela: estar em um corpo é como usar uma máscara. Quem domina a arte de pôr e tirar as máscaras quando bem entende vive no corpo com uma liberdade que lhe permite brincar.

O Pavão tem muito a nos ensinar sobre humor, o tipo de humor que nos impede de abusar do poder. Possui o dom de pegar as coisas no ar. E como todos os dons, deve ser tratado com gratidão e alegria. Pois há uma grande generosidade nesse modo de ser.

LOBO

O Lobo simboliza inteligência, sabedoria e cura, ele partilha sua energia com os demais.

Ele é o arquétipo do professor, precussor de novas idéias. Ele sai, aprende e volta ao seu clã para ensinar o que aprendeu.

O Lobo quando encontra e escolhe uma parceira geralmente é para o resto da vida, é ligado à família, embora mantenha um caráter individualista e solitário.

A energia desse animal nos ensina a buscar nossa verdadeira matilha, nosso clã, família ou escolher um(a) companheiro(a) que possa acompanhar esse novo ciclo. Mas também importa, acima de tudo, em isolar-se de forma que possa escutar sua voz interior. Podendo ser um isolamento em algum Lugar de Poder, ou se não for possível esse isolamento, busca pelos ensinamentos sagrados nos quais acredita que a sua voz interior possa vir a manifestar-se com clareza. Busca sua intuição. Com certeza, se há algum impasse, ao invocar a energia do Lobo como Animal Sagrado, o xamã será impelido a aprender com sua própria sabedoria, ou com a sabedoria ancestral. Aprender a escutar sua própria intuição e voz interior.

CAVALO

O Cavalo simboliza liberdade, força e poder. Seu poder não esta ligado à espiritualidade, não tem nada a ver com nenhuma doutrina ética, não é símbolo de nenhuma ideologia.

O Cavalo significa poder interior, liberdade de espírito, viagem xamânica, força e clarividência. Nada encarna melhor o espírito de liberdade do que os Cavalos selvagens. Para os xamãs, são considerados veículos seguros para viajar tanto no mundo físico quanto no espiritual. Esse animal está relacionado ao planeta Marte, que nos Vedas (escrituras sagradas) exterioriza o arquétipo de Agni (Deus do Fogo), sendo o fogo um dos elementos mais poderosos da natureza. Agni reje os rituais, as celebrações e as cerimônias sagradas.

ÁGUIA

Águias são consideradas um bom augúrio. Elas representam a proteção, sabedoria, abundância, força, espiritualidade. Muitos xamãs dizem que quando se está rezando ou fazendo cerimônias, e elas aparecem no ar, significa que as preces serão atendidas. A Águia carrega nossas preces diretamente para o Grande Espírito.

Ela fala da energia e poder das Quatro Direções, do fluxo sagrado. Ela fala da verdade que ecoa em nossos corações e espíritos. E ela fala em andar na beleza.

A Águia é a mestra das alturas, ela mantém um perfeito equilíbrio entre a Terra e o Céu. Representa a energia solar. É o equilíbrio de três energias: o Céu simboliza nossa natureza espiritual, a Terra nossa natureza física e o Sol energia de vida. A águia guia e traz equilíbrio e harmonia entre essas tres forças essenciais.

A Águia nos ajuda a ver acima da ignorância, ela é a conexão do Eu Inferior com o Eu Superior. Os nativos norte-americanos dizem que ela voa perto do Sol, significando a iluminação do Grande Espírito. Ela ensina a atacar com coragem o medo do novo, do desconhecido, para conhecer novos horizontes, a ir por níveis superiores de consciência. É o simbolo da liberdade.

A Águia tem sido cultuada e reverenciada por muitos povos há milênios. É incontestável a força do seu simbolismo no inconsciente coletivo da humanidade. Curandeiros e xamãs usam suas penas como um importante instrumento de poder curativo.

Com os olhos da Águia podemos ver com a visão da luz solar clareando a verdade na escuridão da ilusão. Esta visão clara permite-nos ver à distância, para enxergar a nossa própria vida, livre de preconceitos e preocupações. Permite-nos voar longe dos limites dos detalhes, focando as coisas mais importantes e, desenvolvendo nossos espíritos.

A Águia ensina a ampliar a percepção sobre nós mesmos além dos horizontes visíveis.

TUBARÃO

O Tubarão simboliza a morte, a transformação. Trata-se de um animal predador, que significa audácia, coragem, velocidade, astúcia, agressividade, e acima de tudo poder sobre a morte.

Ele é o rei dos mares, o símbolo sagrado de Netuno, o Deus dos Oceanos e representado como o Deus Varuna, na Mitologia Hindu. O Tubarão nos faz despertar para o triunfo. A morte representada por este animal esta relacionada à transformação. Somente podemos emergir para a superfície, para Luz, quando ultrapassarmos os limites mais sombrios do fundo do oceano, nossos sentimentos mais intrínsecos. Morrer para reviver.

A energia de transformação do Tubarão consiste em jogarmos para fora tudo que não nos serve mais, e aceitar a morte como estado de transformação e triunfo.

GOLFINHO

Os Golfinhos são mamíferos marinhos muito sensíveis, brincalhões e desenibidos - e tem muito a nos ensinar sobre a pura alegria de viver.

O Golfinho rege a comunicação, que consiste de certos padrões e regras. Padrões e regras que ao observarmos, notaremos que sua comunicação com os demais é realizada através de padrões e ritmos, necessários para ocorrências de palavras. As pausas entre os sons também fazem parte da linguagem. Graças à sua facilidade de comunicação é considerado o "Hermes do Mar". É próprio do golfinho, como Animal de Poder, perceber a continuidade em todas as ações da vida. Quando nadamos no mundo dos golfinhos valorizamos mais a simplicidade, alegria, as realidades material e espiritual, assuntos como telepatia (como tipo de comunicação) e viajens e experiências xamânicas, devido sua ligação com viajens oceânicas em grupo.

TIGRE

O Tigre é o animal mais feroz, enfrenta inclusive o Leão, que é considerado o rei das florestas. Ele é um animal felino. Representa beleza, vaidade, astúcia, inteligência e coragem. Um caçador nato, porém solitário e silencioso.

De tão grande, ele chegando a medir em média três metros de comprimento e a pesar quase quatrocentos e sessenta quilos.

No Xamanismo Ancestral o Tigre possui um simbolismo muito importante, ele serve de acento para Shiva Shankara, o Pai-Céu, significando que Shiva dominou às forças da natureza!

O Tigre é um animal de aproximação lenta, de preparação cuidadosa e que aproveita as oportunidades para atacar, chegando a alcançar oitenta quilômetros por hora em suas cassadas.

Por ser possuidor de uma força muscular imensa, é capaz de correr distâncias para perseguir suas presas. Ele estuda suas presas e também seus inimigos. Possui uma audição fora do comum, olfato aguçadíssimo e visão seis vezes maior que a do ser humano, principalmente à noite.

Este animal nos ensina a ter foco na vida e paciência. É um animal independente e muito confiante.

ONÇA PINTADA

A onça é um animal deliberadamente solitário. É astuciosa, observa os movimentos da presa antes de atacá-la. Possui a capacidade de aprender e conviver consigo mesmo e a não depender dos outros para atingir seus objetivos. Ensina a conquista do nosso espaço, a cautela, o saber agir, a habilidade e a agilidade.

Para muitos xamãs, suas presas são utilizadas como poderosos amuletos, como também serve de troféu para grande guerreiros.

CASTOR

O Castor como Animal de Poder nos ensina a arcar de modo criativo com as responsabilidades do dia a dia. Ele nos ajuda a sermos mais produtivos e diligentes em nossas atividades. O Castor faz o que precisa ser feito, sem desperdiçar energias com procrastinações. Ele estimula a criatividade nas tarefas mais humildes e usa seus instintos para realizá-las com o máximo de eficiência, pois é muito diligente e adora trabalhar. Como Animal de Poder, o Castor nos ensina a trabalhar em equipe já que, no desenvolvimento de seus projetos de construção, todas as contribuições se equivalem e toda ação desempenha uma função necessária: na comunidade de castrores, todo mundo é artista ou projetista. O Castor sintetiza o ditado: “Antes da iluminação, corte a lenha e carregue a água; depois da iluminação, corte a lenha e carregue a água”.

LAGARTO

O Lagarto é um animal muito tímido, suas lições falam de solidão, de alienação e de auto-imagem negativa. O Lagarto é solitário por natureza. O Lagarto é parente do camaleão, embora seu habitat não lhe proporcione tantas oportunidades para se esconder de seus predadores. Assim como o camaleão muda de cor de acordo com o ambiente, o lagarto muda de aparência durante toda sua vida. Como Animal de Poder, o Lagarto fará que entendamos nosso processo evolutivo e como precisamos desenvolver nossa forte couraça para garantir nossa sobrevivência nessa existência material. Protegido por sua forte couraça, este animal nos remete a entender Quem Realmente Somos por baixo de nossa couraça e a explorar nosso próprio processo de autoproteção, que nos acompanha desde que nascemos. Compartilhando nossa história de vida com o Lagarto, observaremos que nosso corpo e nossa alma se lembrarão, no nível celular, de um tempo em que ainda não precisámos de proteção - da couraça invisível que nos servia de escudo. Esta é uma oportunidade maravilhosa para participar de nossa própria evolução. No espaço seguro que o Lagarto nos proporciona, podemos sair da couraça protetora que criamos, assim como o Lagarto muda de pele, mesmo que seja temporariamente.

GUEPARDO

O Guepardo, também conhecido como Chita, é o mamífero mais rápido do mundo, podendo alcançar cerca de cento e dez quilômetros por hora.

O Guepardo é um felino solitário, possui pernas longas e é muito flexível. Sua presa favorita é a gazela de Thomson.

Como Animal de Poder o Guepardo nos remete a vontade de conquista, com rapidez e eficácia!

Xamãs Guepardo são hábeis e possuem pensamentos rápidos, porém, tendem a se isolar, não para se afastar de seus compromissos de vida, aliás, são muito comprometidos por sinal, mas para tornar-se seu próprio analista, para observar sua trajetória de vida e se preparar para o próximo combate, onde a estratégia e rapidez serão suas principais táticas.

CORUJA

A Coruja é um dos passáros mais controversos, que evoca uma série de associaçoes que vão desde morte e medo até sabedoria, proteção e vitória.

Muitas tradições xamânicas vêem na Coruja o símbolo da morte. No entanto, ela nos fala de mudanças e transformações e nos ajuda a superar o medo da transformação que chamamos morte.

A Coruja é uma silenciosa caçadora noturna, que percorre a mais densa floresta. Embora mais conhecida por sua aguçada visão noturna, ela enxerga muito bem à luz do dia.

No Xamanismo Ancestral existe o Clã da Coruja, que rege o elemento Ar. A Coruja é a passagem para o desconhecido. Esta ligada à verdadeira alquimia, que consiste em pegar o material bruto de que somos feitos e nos transformar em ouro alquímico - a pedra filosofal, a iluminação.

LAGARTIXA

A Lagartixa pertende à familia dos lagartos.

No xamanismo representa otimismo, adaptabilidade, regeneração, sonhos, renovação e transformação.

As Lagartixas podem subir paredes - inclusive de vidro - e até andar sobre tetos, graças a uma força intermolecular que elas possuem, estabelecidas pelas cerdas existentes em suas patas.

Outra curiodidade é que algumas espécies apresentam capacidade de camuflagem similar à do camaleão. Em outras espécies, as Lagartixas comunicam-se entre si através de ruídos - o que não é muito comum entre lagartos.

Interessante que em alguns países a Lagartixa é tratada como animais de estimação, o que no Brasil não é muito comum.

Como Animal de Poder a Lagartixa nos remete à capacidade de adaptabilidade, ou seja, o xamã que se adapta a qualquer lugar ou situação, sem falar da questão relacionada à regeneração, pois a Lagartixa regenera sua cauda de maneira surpreendente, caso ela a perca. Neste caso, simboliza o xamã que combate as influências de espíritos libertinos, e sempre após um combate espiritual o xamã possui a capacidade de recuperar sua energia vital.

ARANHA

A Aranha é um Animal de Poder muito reverenciado por várias tradições xamânicas do mundo inteiro como tecelã do Universo.

Apesar de existirem uma série de espécies de Aranhas, formatos, tamanhos, cores e etc, em geral, ela nos ensina a persistir na realidade presente e, ao mesmo tempo, compreender nossa relação individual com a totalidade da criação – sua teia é uma metáfora dos pensamentos que expressam nossa paisagem interior. Para muitos xamãs, a Aranha é um dos mais antigos dos seres. Para algumas tradições, o nosso mundo surgiu em consequência da teia que ela teceu no Princípio. Para algumas tradições africanas ela representa um inseto e como tal um animal intruso.

Já no Xamanismo Ancestral, a Aranha é associada à Deusa Maya, ou seja, à ilusão da realidade tridimensional.

PELICANO

O Pelicano como Animal de Poder simboliza um tipo de alimento e proteção para a nossa criança interior.

O Pelicano é uma das poucas criaturas da Terra que quase não sofreram alterações desde os tempos pré-históricos.

Ele é uma ave aquática que, segundo uma lenda xamânica, amava tanto os filhotes que os alimentava com seu próprio sangue, abrindo o peito com o bico para esse fim. Essa é uma das mais conhecidas alegorias de Cristo (...)

A fêmea do Pelicano protege os filhotes com determinação implacável, sabendo que só ela os protegerá. Por isso, é feroz, firme e irredutível. Proteger os filhotes é sua missão e ela é motivada por um saber puramente instintivo, maternal e primordial. Mesmo quando tudo está perfeito, ela tem que avançar mais um passo.

BEIJA-FLOR

O Beija-flor é uma das raras aves que exterioriza muita delicadeza e suavidade.

No xamanismo o Beija-flor simboliza cura, amor romântico, claridade, graça e proteção espiritual.

O xamã que tem no Beija-flor seu Animal de Poder é uma pessoa que busca sem cessar o contato com sua energia interior, com a sua magia e que busca muito a contemplação e a unicidade com o meio-ambiente. O xamã Beija-flor é um mensageiro do Grande Espírito, que veio para trazer a mensagem de cura para a humanidade, para curar suas doenças emocionais. Este Animal de Poder nos dá claridade para enfrentar os obstáculos da vida com muita serenidade e autoaceitação.

O Beija-flor nos ensina a suavidade do viver. Viver contemplando tudo que há, todas as pessoas, a humanidade e principalmente nos remete a buscar nosso estado de graça universal.

A proteção espiritual também é um aliado muito forte deste Animal de Poder, já que ele atua como arquétipo do amor as energias e fluidos que ele capta sempre são energias de altíssima frequência vibratória. Assim sendo, ao meditarmos no Beija-flor unimo-nos à egregora do Amor Incondicional, que sustenta todo este Universo – manifesto e imanifesto.

URSO

O Urso é um dos mais antigos seres totêmicos de que se tem registro, nos oferencendo alimento, força, proteção e sabedoria. Muitas culturas indígenas possuem mitos e costumes que demonstram grande respeito pelo Urso. Antigas lendas xamânicas falam de um tempo em que as pessoas dividiam as cavernas com seus parentes Ursos.

No Xamanismo Ancestral a Ursa é a guardiã do chakra do coração da Mãe-Terra. E por isso, o Urso assume o arquétipo do animal protetor no Xamanismo.

O Urso como Animal de Poder nos leva a sentir verdadeiramente em cada célula de nosso corpo a batida do coração da Mãe-Terra, e uma vez que sentimos esta batida nunca mais esqueceremos este ritmo que nos liga a todas as coisas. O corpo emocional, ligado ao chakra umbelical é muitíssimo beneficiado pelo reconhecimento do seu elo com essa pulsação.

GATO

Muitas tradições xamânicas não trabalham o Gato como Animal de Poder, exatamente por este ser um animal já domesticado e muito ter perdido sua vida e habitat selvagem.

O Xamanismo Ancestral não descarta a possibilidade de nenhum animal tornar-se um Animal de Poder. Assim, para os xamãs ancestrais, o Gato doméstico é o animal que mais exterioriza o arquétipo do sensitivo. Pois os Gatos em geral são extremamente sensitivos.

Os Gatos são independentes e não podem ser controlados, o que lhes dá um ar de mistério e alimenta sua reputação de amigos das bruxas. Certas criaturas, geralmente animais, são ajudantes e companheiras de quem trabalha com magia: é o caso dos Gatos. Ao contrário de outros animais, os Gatos não tem medo de seres espirituais invisíveis e têm uma excelente comunicação telepática com os seres humanos.

BÚFALO

O Búfalo é muito diferente do touro. O touro está ligado à força física. O Búfalo resgata não apenas a questão do limite físico mas também de reverência e contato com seus ancestrais. Toda questão de limite e respeito está ligado inconscientemente aos nossos ancestrais.

O Búfalo é o Animal de Poder do xamã que busca um caminho de harmonia no Grande Mistério. Os ensinamentos deste Animal de Poder tratam de questões ligadas à reverência e ao sagrado. Ele traz também um senso de força feminina, ligada à força da Mãe-Terra. A questão do sagrado relacionado a este animal está ligado à oferendas, porém, a oferendas de ensinamentos, ou seja, este é o Animal de Poder de pessoas que doam seus ensinamentos à comunidade e às pessoas à sua volta.

CHACAL

O Chacal é o senhor do submundo. Ele é comparado ao Deus egípcio Anúbis. Anúbis é o guardião dos mortos. A reverência ao Chacal, por algumas tradições se dá, pelo fato dele sempre conseguir invadir tumbas e túmulos sagrados, para se alimentar da carne dos cadáveres, mesmo estes possuindo uma alta segurança.

É um animal muito esperto, cauteloso, rápido e estrategista. Ele é o ancestral direto do lobo, porém, diferente na simbologia. O Chacal vive em grupo apenas quando elege uma parceira, e esta dá à luz filhotes. Geralmente é um animal muito solitário e procura suas presas geralmente à noite. Ele é conhecido nas florestas pelo seu uivo, que marca o despertar do sol, simbolizando para muitas tradições, que as sombras da escuridão noturnas já se foram.

Este é o Animal de Poder de muitos xamãs feiticeiros. Ele nos proporciona a chance de adentramos a essência da magia, aplicando-a para transformar as feridas em antídotos capazes de curar a alma do sofrimento da morte.

CACHORRO

Normalmente, os animais de poder são selvagens, e não domesticados. Pessoas podem ter Cachorros ou gatos como totem, porém estes poderes se manifestarão de uma forma mais suave. Devem então procurar relacionar o Cachorro com qualquer outro da família canina, como o lobo, coiote ou o chacal. O mesmo ocorre com os gatos, relacionados com a família felina.

Pessoas que possuem fortes ligações com os cães em geral são pessoas que acabam incorporando as características e qualidades deste animal, tais como: fidelidade, proteção, carinho, amor, companheirismo e territorialismo.

SERPENTE

A Serpente é a personificação de uma força, de uma inteligência, sendo a Naja a mais letal entre as Serpentes.

A muito tempo este Animal de Poder representa o emblema da força energética e da sabedoria de diversas escolas de misticismo e ocultismo do passado e da atualidade. Aperece na coroa dos faraós egípcios e demais impérios do passado, representa o Eu Inferior Oculto, que é a mente subconsciente ou inconsciente.

No Xamanismo Ancestral este Animal de Poder é um grande aliado de cura, ela é poderosa e indispensável. Ela tem a capacidade de devorar doenças comendo tumores e outros patógenos virulentos, pois o organismo da Serpente não é vulnerável às mesmas doenças que os nossos. À medida que for desenvolvendo sua relação com essa nova aliada, pergunte a ela quando o uso desse poder é indicado. É importante observar que o veneno da Serpente, embora sempre tóxico, é útil à produção de vários tipos de remédios.

O xamã Serpente deve sempre procurar presentear este seu Animal de Poder, pois estes presentes sempre serão oportunidades do xamã lhe presentear com coisas que já não lhe servem mais, alguma coisa que não queira, como uma doença, comportamentos indesejados ou hábitos e pensamentos negativos. Antes, certifique-se de ter escolhido algo que a Serpente esteja disposta a devorar naquele momento.

No R’XA (Reiki Xamânico Ancestral) a Serpente está associada ao chakra básico e à kundalini.

A kundalini tem um simbolismo voltado para a Serpente exatamente por ela ser representada como uma Serpente adormecida, enrolada na base da espinha (coluna vertebral) – desperta. Como resultado, abre-se o acesso à corrente espinhal de energia, permitindo que se tenha contato com a energia da força vital, que tudo cura. Seu coração entra em contato com seu Eu Superior e a serpente cria um canal direto entre seu coração, no Eu Inferior, com sua Consciência Cósmica.

E saiba que a Serpente é o centro de nossa força vital, assim como o rio Ganges é a corrente espinhal da Mãe-Terra.

COBRA

As Cobras diferem das serpentes. Ela simboliza a cura física, mental, emocional e espiritual.

São raras as pessoas pertencentes ao totem da Cobra. A iniciação no totem da Cobra pressupõe que as pessoas tenham vivido e experimentado as múltiplas mordidas da Cobra, e que tenham se tornado capazes de transmutar todos os venenos, quer sejam de natureza física, mental, emocional ou espiritual. O poder de cura da Cobra representa o poder da criação, porque engloba a sensualidade, a energia psíquica, a alquimia, a reprodução e a ascensão (ou imortalidade).

O ciclo de transmutação, que consiste em viver-morrer-renascer, é simbolizado pela troca de pele da Cobra. A energia da Cobra é a energia da totalidade da consciência cósmica e da capacidade de viver todas as experiências de peito aberto, sem oferecer resistência. É a consciência de que todos os elementos da criação possuem o mesmo valor. Assim, se a pessoa estiver centrada, no estado de espírito correto, saberá que aquilo que é normalmente encarado como veneno pode ser comido, digerido, assimilado e transmutado. O veneno sempre pode ser transformado em energias positivas.

Thot, o pai da Alquimia, criou o símbolo de duas cobras enroladas em uma espada para representar o processo de cura. Cada organismo vivo possui uma porção masculina e uma porção feminina. O processo de fusão da energia masculina com a energia feminina gera uma energia divina, a energia da criação e da transmutação. Quando aceitamos a idéia de que possuímos estas duas energias em nós, podemos criar um espaço para que elas se mesclem e convivam em harmonia.

O totem da Cobra nos ensina que somos seres universais. Se conseguirmos aceitar e harmonizar todos os diferentes aspectos de nossa vida, poderemos alcançar a transmutação do nosso ser por intermédio da energia do fogo. Essa energia do fogo, atuando no plano material, gera paixão, desejo, procriação e vitalidade física. No plano emocional gera sonhos, ambição, criatividade e coragem. No plano mental gera inteligência, poder, carisma e capacidade de liderança. Quando a energia do fogo atinge o plano espiritual, ela se transforma em sabedoria, compreensão, sentimento de integração com o Todo e de conexão com o Grande Espírito que nos criou.





QUAIS SAO MINHAS HABILIDADES E TALENTO?

OBVIO QUE EU AINDA NAO CONHEÇO TODO O MEU POTENCIAL,
MAS SEI QUE SOU OTIMA ORIENTADORA.
LUTO POR JUSTIÇA COM MUITA ENFASE
E AJUDA DOS MAIS FRACOS.
NAO MEÇO ESFORÇOS PARA AJUDAR.
TENHO MUITA ENERGIA E SOU ANIMADA,
QUANDO FALO PASSO MINHA VIDA EM MINHAS PALAVRAS
QUANDO ESTOU EMPOLGADA OU FELIZ
IRRADIO A TODOS A MINHA VOLTA
A TAL PONTO QUE OS OUTROS QUEREM VIVER MEU MUNDO NO MEU LUGAR.
NAO DEMONSTRO MINHA DOR QUASE NUNCA
ESTOU SEMPRE SORRINDO
E SOFRO EM SILENCIO.
BUSCO A ESPIRITUALIDADE COMO UMA BUSSOLA,
SOLUÇAO OU COMPLEMENTO.
SOU INTENSA EM TUDO QUE FAÇO.
TUDO - TUDO. NADA - NADA.
MAS ME DESANIMO RAPIDO TAMBEM.
PARA MANTER MEU FOCO NAQUILO TEM QUE SER ALGO MUITO BOM
OU ENTAO ESTOU SENDO ENGANADA.
CONHECIMENTO É SEM DUVIDAS O MEU PONTO FRACO.
E O AUTO-CONHECIMENTO MAIS AINDA.
SOU MENINA-MULHER.
TENHO UMA INTUIÇAO PODEROSA
VEJO MUITO A FRENTE DO MEU TEMPO.
ACABO SENDO UM VERDADEIRO ORACULO.
AS PESSOAS ME ACHAM MUITO SÁBIA.
MAS NOTO QUE ELAS TAMBEM TEM MEDO DE ME CONTAR TUDO.
E MINHA ANSIA POR CONHECIMENTO TAMBEM FAZ COM QUE ELAS
TENTE MANIPULAR DESSA MANEIRA.
ENQUANTO EU AJUDO DE GRAÇA,
AS PESSOAS NAO SAO ASSIM.
ME QUEREM PERTO DELA A QUALQUER PREÇO
NEM QUE SEJA ACORRENTADAS DE ALGUMA FORMA.
DESSA FORMA, ATE ESQUECEM QUE TENHO SENTIMENTOS TAMBEM.
MAS ESTOU COMEÇANDO A DESCOBRI QUE O MAIOR MESTRE QUE PROCURO
NOS OUTROS SEMPRE ESTEVE DENTRO DE MIM.
O MEDO ME TRAVA
QUERER MOSTRAR UMA IMAGEM PERFEITA ME ATRAPALHA
QUERO SEMPRE AGRADAR OS OUTROS E MEUS PAIS PRINCIPALMENTE
ISSO SEM DUVIDAS ME DERROTA.
OU MELHOR, DERROTAVA.
HOJE JA OBSERVO ESSES PADROES
E VOU ME LIBERTANDO AOS POUCOS...

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

QUAL O MEU ELEMENTO




Conheça o Poder Espiritual de uma Árvore segundo a Tradição Xamânica.

Por: Amir*

Eu sempre fui fascinado por árvores (e toda a natureza em si). Estas plantas enormes que começam como uma pequena semente e crescem até tamanhos inimagináveis são grandes aliados da humanidade. A tradição Xâmanica possui um imenso respeito pelas árvores e pelas pedras, que eles chamam de Povo-em-Pé e Povo-de-Pedra.

Deixo aqui um trecho do livro Cartas do Caminho Sagrado de Jamie Sams, que fala sobre as árvores. A sabedoria dos nativos pode ajudar muito na sua vida, saiba mais aqui.

Olá, Árvore Sagrada da Vida,
Raiz de cada árvore,
Obrigado por me concederes
Os dons que concedes.
Olá, Povo em Pé,
Que me ensinarás
A fincar raízes na Terra,
Enquanto alcanço o Avô Sol.
Olá, Salgueiro, árvore do amor,
Ensina-me a me curvar,
Até formar um círculo perfeito,
Cada parente um amigo.

Os seres do Povo em Pé, as árvores, também são nossos Irmãos e Irmãs. Eles são os Chefes do reino das plantas. O Povo em Pé fornece oxigênio ao resto dos filhos da Terra. Através de seus troncos e de seus galhos, as árvores dão abrigo aos seres que têm asas. Nos vãos de suas raízes as árvores fornecem asilo às pequenas criaturas de quatro patas que vivem embaixo da terra. O material para a construção das casas de seus companheiros humanos constituem outro presente que a Nação Árvore nos oferta.

Sequóia gigante na Califórnia

(repare no tamanho do homem na base e no topo dela!)

Os Cherokees ensinam que o Povo em Pé e todos os outros povos do reino das plantas são os seres dadivosos que proveem, o tempo inteiro, às necessidades de outros seres. O Povo de Pedra guarda energia para a Mãe Terra e detém os registros específicos de tudo aquilo que aconteceu num determinado lugar. O Povo de Pedra e o Povo em Pé equilibram-se uns aos outros dando e recebendo, preenchendo as suas necessidades mútuas.

O Povo em Pé percebe as necessidades de todos os Filhos da Terra e se esforça por atendê-las. Cada árvore e planta possui seus próprios dons, talentos e habilidades a serem compartilhados. Por exemplo, algumas árvores nos dão frutos, enquanto outras fornecem curas para distúrbios em nossos níveis emocionais ou físicos. O Pinheiro Branco é a Árvore da Paz, e pode trazer serenidade à vida de uma pessoa que se senta à sua sombra.

As florestas tropicais estão cheias de árvores que possuem propriedades curativas ou fornecem substâncias como a borracha que pode ser usada para auxiliar a humanidade na fabricação de vários
artigos. O mundo está repleto dos presentes que nos foram concedidos pelo Povo em Pé. Móveis, goma de mascar, livros, papel, lápis, fósforos, especiarias e temperos, frutas, oleaginosas, cordas, pneus, remédios e casas com telhados de sapê são apenas alguns dos presentes que o Povo em Pé vem generosamente nos concedendo. Porém, cada uma das Pessoas em Pé tem uma lição especial a ser transmitida à humanidade, que vai muito além dos presentes materiais. A Bétula ensina a essência da verdade, nos incita a sermos honestos com nós mesmos ou nos mostra como podemos ser enganados por mentiras alheias. Os Pinheiros são pacificadores. O Pinheiro nos ensina as lições de como estarmos em harmonia com nós mesmos e com os outros, além de nos ensinar a obter uma mente silenciosa. A Sorveira-Brava, ou Cinza da Montanha, nos traz proteção, nos ensina a ver através das mentiras e também nos mostra como proteger o nosso Espaço Sagrado. O Plátano ensina-nos a alcançar nossos objetivos e a fazer nossos sonhos se realizarem, A Nogueira nos ensina clareza ou concentração através da utilização de nossos dons mentais, e nos ensina a empregar a nossa inteligência de forma adequada. O Carvalho nos ensina a ter força de caráter e manter nossos corpos fortes e sadios. O Salgueiro é a madeira do amor, e nos ensina a dar, a receber, e a saber ceder, qualidades tão necessárias para que o amor frutifique. A Cerejeira nos ensina a abrir o nosso coração e a nos relacionarmos com os outros usando o sentido da compaixão.

Carvalho
A Mimosa é a árvore que representa o nosso lado feminino e revela um coração apaixonado. Aprendi muitas lições com a mimosa enquanto subia em seus galhos quando ainda era criança. Ela me ensinou a beleza que reside em se sentir feminina, enquanto suas doces flores perfumavam meus cabelos. Ela me contou o segredo dos vaga-lumes, e me revelou que eles escondiam estrelas ainda não nascidas em seus rabinhos. A mimosa contou-me que essas estrelas cresceriam dentro de qualquer pessoa de coração aberto. Elas assumiriam seu lugar entre a Grande Nação das Estrelas depois que tivessem amado e sido amadas na Terra. A mimosa me disse que as dores e as traições que cada coração sofre correspondem a um punhado de água atirada sobre o fogo destas pequenas estrelas, para ver se elas continuariam a crescer, apesar da dor. As pessoas que continuavam a amar, apesar de tudo, se transformariam algum dia em estrelas, e enviariam todo o amor que haviam reunido para todos os outros seres do universo, como uma lembrança do coração aberto do Grande Mistério. A Mimosa me ensinou a abrir o meu coração e a amar, não importando o quanto fosse grande a minha dor, todas as vezes que eu visse minha estrela se iluminando, na forma de um vaga-lume que passasse voando perto de mim.

Os Nativos de todas as partes do mundo têm vivido em harmonia com o reino das plantas, em suas respectivas regiões, e têm utilizado o reino vegetal como ajuda à sua sobrevivência. O povo indígena da Mãe Terra só tem usado aquilo de que necessita, e não armazena, por medo de escassez, as oferendas que as árvores lhes proporcionam. Em nossa Tradição Americana Nativa, recolhemos todas as plantas de maneira cerimonial e sagrada. Em minha Tradição Nativa particular nós nos aproximamos da maior planta da espécie que vamos colher, lhe oferecemos tabaco e pedimos permissão para colheita. Essa é a Planta ou Árvore Chefe daquela espécie, por ser a maior e a mais velha. Assim que recebemos uma indicação ou uma mensagem de que está tudo certo, pulamos as primeiras sete plantas ou árvores que poderíamos colher para que as próximas sete gerações de seres humanos possam estar bem providas. Honrando nossos filhos, e os filhos de nossos filhos, garantimos um futuro feliz para todas as Criaturas assim como para o reino das plantas.

Se recebemos um não ao pedirmos permissão à Planta Chefe, vamos para outra região de coleta e começamos tudo outra vez. Se estivermos recolhendo pinhas, por exemplo, pegamos apenas um pouco de cada árvore, para que nossos Irmãos e Irmãs do reino das Criaturas também fiquem bem providos. E como sabemos quando já acabamos de colher o suficiente de determinada planta? Isto é fácil de saber quando nos colocamos em sintonia com os nossos Irmãos e Irmãs Verdes. A planta não solta mais seu fruto, erva ou pinha, quando já recolhemos o bastante. Ela enrijecerá os seus galhos e se recusará a liberar os seus frutos. É assim que os seres das plantas dizem: “Você já pegou o bastante, vá embora.”

Dragon Blood
Os Sênecas dizem que toda árvore tem mais raízes do que galhos. Este ensinamento nos fala de como cada Pessoa em Pé está ligada profundamente à Mãe Terra. À semelhança do Povo em Pé, nós, os seres Duas Pernas, temos uma espinha que lembra um tronco, braços que parecem galhos, e cabelos que lembram folhas. Crescemos em direção à luz, da mesma forma que os galhos da árvore esticam-se em direção ao Avô Sol. Recebemos compreensão através de nossas antenas – os nossos cabelos – assim como as árvores recebem a luz através de suas folhas. Cada ser humano possui um corpo diferente do outro. O mesmo se dá com o Povo em Pé; não existem dois seres iguais. Caminhamos sobre duas pernas e vemos muitas coisas, ao passo que nossas irmãs árvores ficam fixas em um só lugar e recebem alimentação da Mãe Terra constantemente, para que possam repassar aos outros tudo aquilo que recolhem. Nós, os Duas Pernas, também estamos sempre dando e recebendo quando estamos Caminhando em Equilíbrio. Em minha Tradição ensinam-nos que a humanidade forma a ponte entre a Mãe Terra e a Nação do Céu, e que nós, assim como o Povo em Pé, pertencemos a estes dois mundos. Para conseguir este equilíbrio, devemos viver em harmonia com Todos os Nossos Parentes, estar bem enraizados neste mundo através de nossa Mãe Terra e permitir que os nossos espíritos voem livres pelos outros mundos, fundindo-se com estas outras realidades. Se não estivermos bem enraizados em nosso mundo físico, não conseguiremos entender totalmente o propósito de nossas visões, sonhos, potenciais, ou, ainda, descobrir as verdades que nos são reveladas durante o sono.

Baobás
No momento em que conseguimos retribuir a gratidão pelos presentes que recebemos dos outros, passamos a reconhecer a raiz de cada bênção. A raiz de qualquer coisa constitui a sua fonte original. Toda vez que retribuímos nossa gratidão à fonte de nossas bênçãos, voltamos a equilibrar o nosso mundo e a reconhecer todas as dádivas que recebemos. Devemos recordar também que os Ancestrais que Cavalgaram o Vento antes de nós tornaram-se parte de nossas raízes e que estamos aqui para honrar o valor de seus presentes e de suas vidas, buscando viver de forma equilibrada. A raiz de todas as civilizações que estão por vir já vive neste momento dentro de cada um de nós. Nutrir o futuro equivale a honrar as sementes do presente, permitindo que elas cresçam e se desenvolvam. O Povo em Pé nos inspira como Guardiãs de nossa Mãe Terra a olhar a raiz de cada bênção para o Bem, de tal forma que a sua dádiva não tenha sido ofertada em vão.
O Povo em Pé nos fala de raízes e de doação. Devemos nos reabastecer sempre, através de nossa ligação com a Mãe Terra, para podermos doar livremente, sem nos exaurimos. A raiz do Ser está ali onde está a força. Esta raiz deve estar plantada firmemente no solo de nossa Mãe Planeta. Sem esta conexão os sonhos não poderão se manifestar, e os nossos atos de doação não poderão ser recompensados pela Mãe Terra. Caso você esteja “viajando” pelo espaço afora, para um pouco e reconete-se com a Mãe Terra. Silencie e torne-se Uno com as árvores para poder observar melhor tudo aquilo que está crescendo neste momento em sua floresta interna. As raízes de todas as respostas para a vida física podem ser descobertas aqui mesmo na Terra. Estude a sua árvore genealógica e busque a força oferecida pelos seus Ancestrais. Ao erguer bem alto os seus galhos, buscando a luz do Avô Sol, verá comos as suas raízes continuam a prendê-lo na Terra. Assim, será construído uma ponte equilibrada para o Mundo dos Céus.
O Povo em Pé nos pede que nos doemos mais. Pergunte a você mesmo se está realmente disposto a dar e receber. Observe a raiz de cada bênção com profunda gratidão. Perceba qualquer bloqueio que esteja prejudicando o seu processo de enraizamento ou a sua capacidade de mergulhar mais fundo nas coisas. A seguir remova esta sensação limitadora e passe a mergulhar mais fundo até obter as respostas que procura. Lembre-se de que nós também somos raiz do futuro e de que é através de nossas vidas que as futuras gerações serão alimentadas. Afaste-se de tudo aquilo que possa inibir o seu crescimento. Desde modo você poderá erguer a cabeça, orgulhoso, toda vez que estiver no meio de seus parentes Árvores.

*Coach com abordagem holística, utilizo de várias técnicas e conhecimentos de Coaching, PNL, Astrologia, Tarot, Kabbalah, Deeksha, Mindfulness/Meditação e outros conhecimentos da mente humana.

Fonte: evolucoaching








QUAL O MEU ELEMENTO?

JÁ FUI MAIS AGUA,
MAS EMOTIVA, CARINHOSA E CHORONA.
MUITO MENINONA. SEM CURVAS.

DEPOIS ME TORNEI MAIS FOGO,
AGITADA, CHEIA DE AÇAO E MUITO NERVOSA.
SAIA BRASAS DE MIM.
UMA FEMINIDADE MEIO VULGAR. CHEIA DE CURVAS.

NO MOMENTO ESTOU MAIS AR,
MUITO MENTAL, INSTAVEL, LENDO E ESTUDANDO MUITO.
AS VEZES FEMININA, AS VEZES DESLEIXADA.

MAS SINTO QUE JA ESTOU CAMINHANDO PARA A TERRA.
MAIS FIXA, SABENDO O QUE QUERO.
COM UMA SENSUALIDADE MELHOR UTILIZADA.
TALVEZ SEJA NESSE MOMENTO, QUE ESTEJA MAIS PRONTA PARA O AMOR.

PASSEANDO PELOS OS ELEMENTOS,
SENTINDO SEUS EFEITOS POSITIVOS E NEGATIVOS COM TOTAL MAXIMA
POSSO APRENDER MELHOR DELES.
LIMPA-LOS E CORRIGI-LOS EM MIM,
PARA ATE APRENDER A PEGAR O MELHOR DE CADA UM EM MIM.
A VIDA É UM ETERNO APRENDIZADO.
E MAIS NA FRENTE VEMOS QUE TODA DOR
TAMBEM É BENÇAO.
E BEM FEMININA.

a luz como afluencia





ESTUDOS AVANÇADOS DE ASTROLOGIA ESOTÉRICA

“A LUZ COMO AFLUÊNCIA”

(O complexo da pobreza)

Por Elman Baccher

Tradução Carlos Viccino


A palavra “Afluência” é derivada de duas palavras latinas “ad”, que significa para fora e “fluere” que significa “fluir”. Nós a usamos geralmente para referirmos a condições caracterizadas como abundância e plenitude de provisão de riquezas; porém, uma melhor avaliação do significado da palavra nos dá a chave de seu significado esotérico. Não é basicamente uma descrição de condições senão uma qualidade de consciência por meio da qual a abundância se alcança e se manifesta. Em outras palavras, a consciência humana, a luz mediante a qual um ser humano percebe a “LUZ” – contém a potencialidade de funcionar com “afluência” de maneira que por correspondência as condições de abundancia possam fluir nos ambientes e assuntos humanos. Assim, como o desejo de alcançar a saúde é um dos muitos esforços humanos de perceber a LUZ, assim também é o desejo de alcançar a afluência. É importante saber como pode um ser humano gerar uma classe de consciência que faz possível a abundancia em sua vida.


Se a consciência da “fome” é indicativa de uma necessidade profundamente sentida, então a “pobreza” é uma combinação dessa necessidade com a convicção de que essa necessidade não se pode, e nem se poderá realizar-se. A pobreza é o contrário da abundância – representa uma privação de consciência que esta demonstrada externamente pela deficiência ou carência relativas de coisas essenciais ou desejadas. Não nos sentimos “pobres” por não ter algo que nós é indiferente. Sentir-se “pobre” é sentir-se privado de algo que pelo qual temos um forte desejo ou necessidade. O complexo de pobreza é uma forma de padrão mental, de qualidade congestionada, pela qual um ser humano se priva das realizações da fluência ou fluição das coisas; esta privação é uma convicção de carência que caracteriza geralmente seu modo de vida ou se manifesta em algum fator especifico ou área de sua vida. O complexo de pobreza é sempre uma reação cármica devido a abusos ou ao mau uso dos meios e de oportunidades em vidas passadas. Ele esta construído essencialmente sobre o medo e culpa residual, como uma reação subconsciente de ações trazidas do passado, como “desperdício”, “a destruição”, “a desonestidade” e a “desonra”. Devido a estes resíduos minamos nossa consciência do reto uso; nosso espírito de destruição produz um poder de repulsão no nosso subconsciente que “nega” nosso desejo de atrair aquilo que agora desejamos ou necessitamos; pela desonestidade, pela desonra, privamos outras pessoas daquilo que lhes pertencia legitimamente e esse resíduo subconsciente, agora se manifesta como “complexo de pobreza”, é a essência enervante e inanimada do medo e da culpa. Seja de curta ou demorada duração, o “sentimento de pobreza” é sempre um indício, uma comunicação ao nosso consciente, devido à reação inconsciente, de que uma revisão drástica da nossa consciência é necessária.

Essa revisão deve se estabelecer na nossa mente subconsciente antes que as condições melhoradas possam se manifestar nas nossas condições externas. Em outras palavras, os sentimentos de uma pessoa sobre a vida e sobre si mesma devem ser melhoradas ou transmutadas por um processo de sinceridade, para que ela pela expressão de sua consciência possa “fluir com mais liberdade em sua vida” e que a manifestação da abundancia da vida possam “fluir com mais liberdade em seus assuntos pessoais“. A água é o símbolo mais perfeito do principio de “afluição na vida”; assim a água nas nuvens, em forma de gelo ou neve, deve ser deixada livre antes de fluir para os rios. É o poder do calor que torna a água livre, de seu estado estático como gelo ou neve e libera suas potencialidades; correspondentemente deve haver alguma forma de calor espiritual no subconsciente humano como meio de revivificar a perspectiva de si mesmo e de suas condições. Como se consegue esta ação renovadora? Consideremos o que o Grande Mandala Astrológico (um círculo de doze casas rodeado pelo circulo do Zodíaco com o signo de Áries no Ascendente) tem a nos oferecer como guia?

Consideremos primeiro os dois signos que formam o diâmetro vertical da roda: Câncer, signo cardeal de água, está no extremo inferior; Capricórnio, signo cardeal de terra está no extremo superior; a linha vertical completa é a linha de geração e descendência. A Lua, regente de Câncer, é o símbolo arquetípico da “Mãe”; Saturno, regente de Capricórnio, é o símbolo arquetípico do “Pai”. Esotericamente estes dois signos e a linha que formam, é uma emanação que vem desde o centro da roda, e se refere ao atributo de um ser humano de criar seu próprio destino pelo exercício de sua consciência de encarnação à encarnação. O homem determina a sua linha evolutiva existencial de acordo com os padrões que estabelece em sua mente subconsciente (Câncer) e pela maneira de como exterioriza estes princípios ou fundamentos (Capricórnio). Por sua participação no poder criador do pensamento, cada ser humano é a mãe e o pai da qualidade de seu próprio padrão ou linha evolutiva. Devido aos seus poderes de reação do sentimento se faz consciente do que foi estabelecido em sua mente subconsciente; pelos seus poderes de expressão (pensamento, palavra e ação), ele dá substância aquilo que está estabelecido em seu “reino” subconsciente. A “aceitação da própria pobreza” é uma sombra no subconsciente – significa que a pessoa se identifica com esse passado de privação devido a alguma ação que representou o mau uso ou o abuso de oportunidades e meios. Em resumo, suas culpas nesses assuntos causaram a condição ou situação presente que é o “complexo de pobreza”. A pobreza não é uma realidade da vida, é uma interpretação individual de condições que está baseada em vidas passadas. Pense por um momento: A vida é tão pobre? O planeta Terra é tão pobre? Todo o ser humano tem o mesmo sentimento de complexo de pobreza que todos os outros? Tem cada pessoa que sofrer o complexo de pobreza eternamente? A resposta a todas as estas perguntas é: não. Vamos considerar agora uma chave astrológica esotérica muito importante e interessante que nos pode oferecer meios de ajudar a dissolver o complexo de pobreza de modo que as energias presas sejam deixadas livres para agirem fluentemente.

Encontramos uma pista nas exaltações planetárias – poderes anímicos de percepção espiritual destilada da regeneração consciente em vidas passadas – segundo são representados no Grande Mandala Astrológico: Júpiter, regente de Sagitário, exaltado em Câncer; a Lua, regente de Câncer, exaltada em Taurus; Vênus o principio do equilíbrio que rege ao mesmo tempo Taurus e Libra; Saturno, regente de Capricórnio, exaltado em Libra; Marte, regente de Áries, exaltado em Capricórnio. Júpiter exaltado em Câncer, como a percepção do poder de “dar”.

Se desejarmos transmutar o complexo de pobreza, temos que demonstrar nossa sinceridade nesse ponto, fazendo algo de natureza fluente para manifestar a condição desejada na experiência humana. Essa forma de expressão é o que chamamos “ação de dar”. A afirmação de que a ação de “dar” é mais bem aventurada do que receber significa muito mais do que um velho adágio. Contém um profundo significado metafísico e oculto. A ação de dar é uma benção para a mente subconsciente daquele que assim o faz. Se você esta convencido, em seu subconsciente congestionado, que uma condição desejada ou requerida “não é para você”, porém, você faz algo para possibilitar que outra pessoa alcance essa coisa, você esta tomando o primeiro passo e o mais importante na dissolução de seu próprio complexo de pobreza. Se o seu complexo de pobreza fosse “total”, você talvez nem se preocupasse em facilitar a vida dessa pessoa. O fato de você executar essa ação benéfica em prol de alguém provoca uma impressão em sua mente subconsciente que o torna também suscetível de receber uma ação semelhante. Com essa ação efetuada com sincera motivação de serviço, você começa a limpar as energias subconscientes presas porque a ação de dar é fluência na ação. Desse modo você se faz receptivo às possibilidades de realizar seus desejos ou coisas requeridas de seus assuntos e ambientes. Em consequência, o resultado é que você estabelece mais luz em sua mente subconsciente e essa condição daí em diante, se converte em um imã para atrair aquelas coisas que você necessita ou deseja. Com o sentimento iluminado resultado do alivio provocado pela ação de dar e a maior consciência do “dar”, a exaltação de Marte em Capricórnio faz você mais consciente do que deve fazer, como disciplina e desenvolvimento pessoal, e isso se torna uma coisa permanente em sua consciência anímica. Em outras palavras, a nova condição conduz você a um novo caminho de esforços espiritualizados no qual tem como meta o estabelecimento integral para uso permanente de uma nova realidade espiritual. O fato de uma ação auxiliadora e sincera originar o processo de fluência – Marte exaltado, esforço construtivo persistente – deve ser aplicado de modo que o complexo de pobreza de muitos anos de duração possa dissolver-se por completo e as energias comprometidas possam ser transmutadas completamente com a consciência da Luz. Isso significa que deve haver uma maior honestidade própria; deve haver uma dedicação mais persistente e completa para as condições e esforços correntes; toda tendência ou inclinação de dominar a outros – mental, emocional ou fisicamente, ou em qualquer situação indevida de escravidão deve ser abandonada. Lembre-se que você deseja a libertação do seu complexo de pobreza e dessa forma você deve dar a outros o dom da liberdade; para poder fazer isso você terá que deixar para trás certas classes de temores, pois a coragem é um dos atributos da fluição. Como pode a água do gelo fluir se ela temesse o movimento, ou se o gelo e a neve tivessem medo de derreter-se? Nós temos que realmente desejar “dissolver” ou “derreter” as congestões secretas, se temos o desejo de nos realizar e tornar nossa consciência num permanente estado de afluência. Os poderes da Verdade, o Valor, a Fé, o Amor, a Alegria, e a Liberdade são as “qualidades térmicas” por médio das quais o Espírito derrete as congestões paralisadoras estabelecidas pelo “ego pessoal” em sua expressão, devidas a interpretações irredimidas.


Se a abundancia financeira é um símbolo de afluência desejada ou requerida, então os pontos que estão exaltados nos signos de Vênus nos dão algumas chaves. A pessoa que exercita a desorganização caótica na maioria de suas coisas materiais – não importa quanto dinheiro tenha – está atuando contra a afluência, porque esta classe de funcionamento é uma evidencia concreta de debilidades no trabalho. A exaltação da Lua em Taurus – signo da segunda casa - pode-se afirmar que ela transmite a palavra chave: eu estabeleço a afluência pela reta mordomia agora. Nos locais e estabelecimentos de negócios, nas atividades profissionais ou assuntos comerciais, os humanos não podem estabelecer desordem nas relações de intercambio financeiro e esperar que continue a qualidade da afluência. Imputamos cargas sobre os outros se cometemos desordem em nossos assuntos e, tarde ou cedo teremos que retificar esse desequilíbrio. O signo de Taurus está polarizado pelo signo fixo de Scorpions, que se refere à consciência sexual. É um fato estabelecido pela psicologia e metafísica que a consciência do dinheiro está duplicada pela consciência do sexo. Ambas são aspectos do desejo de manutenção e perpetuação. É patente que as congestões diante das atitudes perante o sexo ou para o dinheiro - Scorpions e Taurus - têm um efeito reflexivo entre esses signos, ou seja, um afeta o outro. Nesses tempos de aceleração evolutiva, os seres humanos recebem as oportunidades de resolver uma boa parte de seus carmas de muitas vidas passadas e o sexo e o dinheiro tem sido os “desejos” que tem impressionado a mente subconsciente de uma maneira negativa em nossas experiências passadas.

A economia do País com a sobrecarga de obrigações e impostos sobre os cidadãos colabora para estabelecer um estado de insegurança e à luz do que se tem revelado com relação aos aspectos sexuais da natureza humana, tais condições propiciam o resgate de carmas da consciência procriadora que tem sido reveladas em tantas formas complexas. Portanto, a “consciência muito pobre do dinheiro” em um homem poderá encontrar-se suas raízes em condições psicogenéticas constritoras e estas condições requererão maior vivificação da consciência amorosa e boa vontade para outros seres humanos. Saturno, gerente de Capricórnio, está exaltado em Libra, signo da sétima casa do Grande Mandala. Esta é a insígnia, em simples forma astrológica, da regra de Ouro - o cumprimento perfeito da experiência através da consciência de relação humana harmonizada e consciência de justiça espiritual que essa forma de realização inclui. A afluência é a provisão de Vida para nosso sustento. Essa provisão é estabelecida para nosso uso, também se qualquer coisa em nossa consciência trata de privar outra pessoa do que é justo para ela como realização, então, negamos nosso reconhecimento da afluência da Vida; limitamos nossa expressão da afluência e surge a pobreza.

O símbolo tradicional do Sol - o ponto circunscrito por um círculo – que tomamos para essa consideração - como o símbolo de todas as potencialidades afluentes, o símbolo da total provisão da Vida. Pois, representa de onde todas as coisas necessárias para nossa evolução são originadas – assim como tudo que esta representado em um horóscopo tem sua origem nesse ponto central. O Sol como regente do signo solar Leo, pode tomar-se como o símbolo da afluência da Luz espiritual - todo o Amor, toda a Sabedoria, toda a Verdade, toda a Beleza e toda a Idealização que os seres humanos possam realizar e também todas as representações materiais que nós interpretamos por nossa consciência espiritualizada. O poder em todos os graus possíveis esta representado pelo Sol e desse modo representa todo grau possível de poder que um ser humano pode realizar. O Poder é parte de um trabalho de nossa vida para implantar um reconhecimento em nos mesmos.

Apesar, de a pobreza ser uma ilusão criada por uma consciência humana relativamente subdesenvolvida, não é estritamente correto sob o ponto de vista filosófico que “Saturno” seja o símbolo da pobreza. Tal interpretação é uma injustiça a Saturno. Saturno nos fala, através de nossos temores e culpas, das áreas irrealizadas de nossa experiência; quando estas áreas são por fim cumpridas, se estabelece na consciência o sentimento de segurança e por consequência se estabelece uma sensação de quietude interna que produz a afluência. Os aspectos de quadraturas no horóscopo individual representam áreas de tensão internas e cada uma destas poderá ser interpretada como uma “potencialidade de pobreza”. A regeneração alquímica quando expressam os atributos espirituais dos pontos planetários envolvidos “derretem os gelos” da congestão interna. A pessoa que sofre de um sentimento de “pobreza de educação” deve primeiro curar sua mente subconsciente revitalizando-a com um forte desejo de aprender; o desejo de aprender é o desejo de experimentar a afluência no plano mental e esta forma de afluência somente pode ser experimentada quando se permite a mente tornar-se receptiva. As tendências ao prejuízo, o dogmatismo, a obstinação e a tirania mental devem ser transmutadas e dar lugar a humildade, que o verdadeiro estudante deve estabelecer em sua subconsciência. Se a educação por seus próprios meios não é possível no momento, então, o verdadeiro estudante abre sua mente e consciência para outras fontes de estudos e aprendizagem: bibliotecas, livrarias e palestras públicas, que estão ao alcance de todos atualmente. Se a educação é uma coisa desejada, então a pessoa terá que assumir seu desejo sincero mediante sua disposição de organizar sua vida e seus assuntos para a realização de sua meta. As pessoas podem aprender muito por um método mais fácil, ao ficar mais receptiva e observadora do mundo que a rodeia.

A pobreza de amor, amizade e companheirismo é talvez a mais trágica de todas as provas de congestão cármica. A pessoa que sofre estas privações deveria prestar atenção no fato de que o amor e a amizade são estados de consciência - e ao melhorarmos nossa consciência torna possível sua expressão e realização fluente nos relacionamentos. É importante também reconhecer que muitas pessoas que aspiram honestamente as alegrias do relacionamento e os cumprimentos do companheirismo não são amistosas consigo mesmas não importa o quão devotas possam parecer para os outros. O respeito e a autoestima, como expressão da Vida Divina e as potencialidades de você revelar aquilo que é bom e belo, deve ser estabelecidos em sua consciência, ao invés de cultuar a baixa estima e os sentimentos de inferioridades e outros adjetivos semelhantes. A falta de harmonia em padrões de relacionamentos como aqueles que temos com nossos pais ou parentes fraternais devem ser transmutados pela expansão da consciência de relação em formas mais universais. Mas recordemos sempre que a vontade de compreender verdadeiramente os outros pode abrir áreas oprimidas de qualquer relação humana. Devemos ser afluentes em nossa boa vontade para os outros se queremos realizar a afluência em nossa experiência. FIM




A palavra “Afluência” é derivada de duas palavras latinas “ad”, que significa para fora e “fluere” que significa “fluir”. Nós a usamos geralmente para referirmos a condições caracterizadas como abundância e plenitude de provisão de riquezas; porém, uma melhor avaliação do significado da palavra nos dá a chave de seu significado esotérico. Não é basicamente uma descrição de condições senão uma qualidade de consciência por meio da qual a abundância se alcança e se manifesta. Em outras palavras, a consciência humana, a luz mediante a qual um ser humano percebe a “LUZ” – contém a potencialidade de funcionar com “afluência” de maneira que por correspondência as condições de abundancia possam fluir nos ambientes e assuntos humanos. Assim, como o desejo de alcançar a saúde é um dos muitos esforços humanos de perceber a LUZ, assim também é o desejo de alcançar a afluência. É importante saber como pode um ser humano gerar uma classe de consciência que faz possível a abundancia em sua vida.


Se a consciência da “fome” é indicativa de uma necessidade profundamente sentida, então a “pobreza” é uma combinação dessa necessidade com a convicção de que essa necessidade não se pode, e nem se poderá realizar-se. A pobreza é o contrário da abundância – representa uma privação de consciência que esta demonstrada externamente pela deficiência ou carência relativas de coisas essenciais ou desejadas. Não nos sentimos “pobres” por não ter algo que nós é indiferente. Sentir-se “pobre” é sentir-se privado de algo que pelo qual temos um forte desejo ou necessidade. O complexo de pobreza é uma forma de padrão mental, de qualidade congestionada, pela qual um ser humano se priva das realizações da fluência ou fluição das coisas; esta privação é uma convicção de carência que caracteriza geralmente seu modo de vida ou se manifesta em algum fator especifico ou área de sua vida. O complexo de pobreza é sempre uma reação cármica devido a abusos ou ao mau uso dos meios e de oportunidades em vidas passadas. Ele esta construído essencialmente sobre o medo e culpa residual, como uma reação subconsciente de ações trazidas do passado, como “desperdício”, “a destruição”, “a desonestidade” e a “desonra”. Devido a estes resíduos minamos nossa consciência do reto uso; nosso espírito de destruição produz um poder de repulsão no nosso subconsciente que “nega” nosso desejo de atrair aquilo que agora desejamos ou necessitamos; pela desonestidade, pela desonra, privamos outras pessoas daquilo que lhes pertencia legitimamente e esse resíduo subconsciente, agora se manifesta como “complexo de pobreza”, é a essência enervante e inanimada do medo e da culpa. Seja de curta ou demorada duração, o “sentimento de pobreza” é sempre um indício, uma comunicação ao nosso consciente, devido à reação inconsciente, de que uma revisão drástica da nossa consciência é necessária.

Essa revisão deve se estabelecer na nossa mente subconsciente antes que as condições melhoradas possam se manifestar nas nossas condições externas. Em outras palavras, os sentimentos de uma pessoa sobre a vida e sobre si mesma devem ser melhoradas ou transmutadas por um processo de sinceridade, para que ela pela expressão de sua consciência possa “fluir com mais liberdade em sua vida” e que a manifestação da abundancia da vida possam “fluir com mais liberdade em seus assuntos pessoais“. A água é o símbolo mais perfeito do principio de “afluição na vida”; assim a água nas nuvens, em forma de gelo ou neve, deve ser deixada livre antes de fluir para os rios. É o poder do calor que torna a água livre, de seu estado estático como gelo ou neve e libera suas potencialidades; correspondentemente deve haver alguma forma de calor espiritual no subconsciente humano como meio de revivificar a perspectiva de si mesmo e de suas condições. Como se consegue esta ação renovadora? Consideremos o que o Grande Mandala Astrológico (um círculo de doze casas rodeado pelo circulo do Zodíaco com o signo de Áries no Ascendente) tem a nos oferecer como guia?

Consideremos primeiro os dois signos que formam o diâmetro vertical da roda: Câncer, signo cardeal de água, está no extremo inferior; Capricórnio, signo cardeal de terra está no extremo superior; a linha vertical completa é a linha de geração e descendência. A Lua, regente de Câncer, é o símbolo arquetípico da “Mãe”; Saturno, regente de Capricórnio, é o símbolo arquetípico do “Pai”. Esótericamente estes dois signos e a linha que formam, é uma emanação que vem desde o centro da roda, e se refere ao atributo de um ser humano de criar seu próprio destino pelo exercício de sua consciência de encarnação à encarnação. O homem determina a sua linha evolutiva existencial de acordo com os padrões que estabelece em sua mente subconsciente (Câncer) e pela maneira de como exterioriza estes princípios ou fundamentos (Capricórnio). Por sua participação no poder criador do pensamento, cada ser humano é a mãe e o pai da qualidade de seu próprio padrão ou linha evolutiva. Devido aos seus poderes de reação do sentimento se faz consciente do que foi estabelecido em sua mente subconsciente; pelos seus poderes de expressão (pensamento, palavra e ação), ele dá substância aquilo que está estabelecido em seu “reino” subconsciente. A “aceitação da própria pobreza” é uma sombra no subconsciente – significa que a pessoa se identifica com esse passado de privação devido a alguma ação que representou o mau uso ou o abuso de oportunidades e meios. Em resumo, suas culpas nesses assuntos causaram a condição ou situação presente que é o “complexo de pobreza”. A pobreza não é uma realidade da vida, é uma interpretação individual de condições que está baseada em vidas passadas. Pense por um momento: A vida é tão pobre? O planeta Terra é tão pobre? Todo o ser humano tem o mesmo sentimento de complexo de pobreza que todos os outros? Tem cada pessoa que sofrer o complexo de pobreza eternamente? A resposta a todas as estas perguntas é: não. Vamos considerar agora uma chave astrológica esotérica muito importante e interessante que nos pode oferecer meios de ajudar a dissolver o complexo de pobreza de modo que as energias presas sejam deixadas livres para agirem fluentemente.


Encontramos uma pista nas exaltações planetárias – poderes anímicos de percepção espiritual destilada da regeneração consciente em vidas passadas – segundo são representados no Grande Mandala Astrológico: Júpiter, regente de Sagitário, exaltado em Câncer; a Lua, regente de Câncer, exaltada em Taurus; Venus o principio do equilíbrio que rege ao mesmo tempo Taurus e Libra; Saturno, regente de Capricórnio, exaltado em Libra; Marte, regente de Áries, exaltado em Capricórnio. Júpiter exaltado em Câncer, como a percepção do poder de “dar”.

Se desejarmos transmutar o complexo de pobreza, temos que demonstrar nossa sinceridade nesse ponto, fazendo algo de natureza fluente para manifestar a condição desejada na experiência humana. Essa forma de expressão é o que chamamos “ação de dar”. A afirmação de que a ação de “dar” é mais bem aventurada do que receber significa muito mais do que um velho adágio. Contém um profundo significado metafísico e oculto. A ação de dar é uma benção para a mente subconsciente daquele que assim o faz. Se você esta convencido, em seu subconsciente congestionado, que uma condição desejada ou requerida “não é para você”, porém, você faz algo para possibilitar que outra pessoa alcance essa coisa, você esta tomando o primeiro passo e o mais importante na dissolução de seu próprio complexo de pobreza. Se o seu complexo de pobreza fosse “total”, você talvez nem se preocuparia em facilitar a vida dessa pessoa. O fato de você executar essa ação benéfica em prol de alguém provoca uma impressão em sua mente subconsciente que o torna também suscetível de receber uma ação semelhante. Com essa ação efetuada com sincera motivação de serviço, você começa a limpar as energias subconscientes presas porque a ação de dar é fluência na ação. Desse modo você se faz receptivo às possibilidades de realizar seus desejos ou coisas requeridas de seus assuntos e ambientes. Em consequência, o resultado é que você estabelece mais luz em sua mente subconsciente e essa condição daí em diante, se converte em um imã para atrair aquelas coisas que você necessita ou deseja. Com o sentimento iluminado resultado do alivio provocado pela ação de dar e a maior consciência do “dar”, a exaltação de Marte em Capricórnio faz você mais consciente do que deve fazer, como disciplina e desenvolvimento pessoal, e isso se torna uma coisa permanente em sua consciência anímica. Em outras palavras, a nova condição conduz você a um novo caminho de esforços espiritualizados no qual tem como meta o estabelecimento integral para uso permanente de uma nova realidade espiritual. O fato de uma ação auxiliadora e sincera originar o processo de fluência – Marte exaltado, esforço construtivo persistente – deve ser aplicado de modo que o complexo de pobreza de muitos anos de duração possa dissolver-se por completo e as energias comprometidas possam ser transmutadas completamente com a consciência da Luz. Isso significa que deve haver uma maior honestidade própria; deve haver uma dedicação mais persistente e completa para as condições e esforços correntes; toda tendência ou inclinação de dominar a outros – mental, emocional ou fisicamente, ou em qualquer situação indevida de escravidão deve ser abandonada. Lembre-se que você deseja a libertação do seu complexo de pobreza e dessa forma você deve dar a outros o dom da liberdade; para poder fazer isso você terá que deixar para trás certas classes de temores, pois a coragem é um dos atributos da fluição. Como pode a água do gelo fluir se ela temesse o movimento, ou se o gelo e a neve tivessem medo de derreter-se? Nós temos que realmente desejar “dissolver” ou “derreter” as congestões secretas, se temos o desejo de nos realizar e tornar nossa consciência num permanente estado de afluência. Os poderes da Verdade, o Valor, a Fé, o Amor, a Alegria, e a Liberdade são as “qualidades térmicas” por médio das quais o Espírito derrete as congestões paralizadoras estabelecidas pelo “ego pessoal” em sua expressão, devidas a interpretações irredimidas.


Se a abundancia financeira é um símbolo de afluência desejada ou requerida, então os pontos que estão exaltados nos signos de Venus nos dão algumas chaves. A pessoa que exercita a desorganização caótica na maioria de suas coisas materiais – no importa quanto dinheiro tenha – esta atuando contra a afluência, porque esta classe de funcionamento é uma evidencia concreta de debilidades no trabalho. A exaltação da Lua em Taurus – signo da segunda casa - pode-se afirmar que ela transmite a palavra chave: eu estabeleço a afluência pela reta mordomia agora. Nos locais e estabelecimentos de negócios, nas atividades profissionais ou assuntos comerciais, os humanos não podem estabelecer desordem nas relações de intercambio financeiro e esperar que continue a qualidade da afluência. Imputamos cargas sobre os outros se cometemos desordem em nossos assuntos e, tarde ou cedo teremos que retificar esse desequilíbrio. O signo de Taurus está polarizado pelo signo fixo de Scorpions, que se refere à consciência sexual. É um fato estabelecido pela psicologia e metafísica que a consciência do dinheiro está duplicada pela consciência do sexo. Ambas são aspectos do desejo de manutenção e perpetuação. É patente que as congestões diante das atitudes perante o sexo ou para o dinheiro - Scorpions e Taurus - têm um efeito reflexivo entre esses signos, ou seja, um afeta o outro. Nesses tempos de aceleração evolutiva, os seres humanos recebem as oportunidades de resolver uma boa parte de seus carmas de muitas vidas passadas e o sexo e o dinheiro tem sido os “desejos” que tem impressionado a mente subconsciente de uma maneira negativa em nossas experiências passadas.

A economia do País com a sobrecarga de obrigações e impostos sobre os cidadãos colabora para estabelecer um estado de insegurança e à luz do que se tem revelado com relação aos aspectos sexuais da natureza humana, tais condições propiciam o resgate de carmas da consciência procriadora que tem sido reveladas em tantas formas complexas. Portanto, a “consciência muito pobre do dinheiro” em um homem poderá encontrar-se suas raízes em condições psicogenéticas constritoras e estas condições requererão maior vivificação da consciência amorosa e boa vontade para outros seres humanos. Saturno, gerente de Capricórnio, está exaltado em Libra, signo da sétima casa do Grande Mandala. Esta é a insígnia, em simples forma astrológica, da regra de Ouro - o cumprimento perfeito da experiência através da consciência de relação humana harmonizada e consciência de justiça espiritual que essa forma de realização inclui. A afluência é a provisão de Vida para nosso sustento. Essa provisão é estabelecida para nosso uso, também se qualquer coisa em nossa consciência trata de privar outra pessoa do que é justo para ela como realização, então, negamos nosso reconhecimento da afluência da Vida; limitamos nossa expressão da afluência e surge a pobreza.

O símbolo tradicional do Sol - o ponto circunscrito por um círculo – que tomamos para essa consideração - como o símbolo de todas as potencialidades afluentes, o símbolo da total provisão da Vida. Pois, representa de onde todas as coisas necessárias para nossa evolução são originadas – assim como tudo que esta representado em um horóscopo tem sua origem nesse ponto central. O Sol como regente do signo solar Leo, pode tomar-se como o símbolo da afluência da Luz espiritual - todo o Amor, toda a Sabedoria, toda a Verdade, toda a Beleza e toda a Idealização que os seres humanos possam realizar e também todas as representações materiais que nós interpretamos por nossa consciência espiritualizada. O poder em todos os graus possíveis esta representado pelo Sol e desse modo representa todo grau possível de poder que um ser humano pode realizar. O Poder é parte de um trabalho de nossa vida para implantar um reconhecimento em nos mesmos.

Apesar, de a pobreza ser uma ilusão criada por uma consciência humana relativamente subdesenvolvida, não é estritamente correto sob o ponto de vista filosófico que “Saturno” seja o símbolo da pobreza. Tal interpretação é uma injustiça a Saturno. Saturno nos fala, através de nossos temores e culpas, das áreas irrealizadas de nossa experiência; quando estas áreas são por fim cumpridas, se estabelece na consciência o sentimento de segurança e por consequência se estabelece uma sensação de quietude interna que produz a afluência. Os aspectos de quadraturas no horóscopo individual representam áreas de tensão internas e cada uma destas poderá ser interpretada como uma “potencialidade de pobreza”. A regeneração alquímica quando expressam os atributos espirituais dos pontos planetários envolvidos “derretem os gelos” da congestão interna. A pessoa que sofre de um sentimento de “pobreza de educação” deve primeiro curar sua mente subconsciente revitalizando-a com um forte desejo de aprender; o desejo de aprender é o desejo de experimentar a afluência no plano mental e esta forma de afluência somente pode ser experimentada quando se permite a mente tornar-se receptiva. As tendências ao prejuízo, o dogmatismo, a obstinação e a tirania mental devem ser transmutadas e dar lugar a humildade, que o verdadeiro estudante deve estabelecer em sua subconsciência. Se a educação por seus próprios meios não é possível no momento, então, o verdadeiro estudante abre sua mente e consciência para outras fontes de estudos e aprendizagem: bibliotecas, livrarias e palestras publicas, que estão ao alcance de todos atualmente. Se a educação é uma coisa desejada, então a pessoa terá que assumir seu desejo sincero mediante sua disposição de organizar sua vida e seus assuntos para a realização de sua meta. As pessoas podem aprender muito por um método mais fácil, ao ficar mais receptiva e observadora do mundo que a rodeia.

A pobreza de amor, amizade e companheirismo é talvez a mais trágica de todas as provas de congestão cármica. A pessoa que sofre estas privações deveria prestar atenção no fato de que o amor e a amizade são estados de consciência - e ao melhorarmos nossa consciência torna possível sua expressão e realização fluente nos relacionamentos. É importante também reconhecer que muitas pessoas que aspiram honestamente as alegrias do relacionamento e os cumprimentos do companheirismo não são amistosas consigo mesmas não importa o quão devotas possam parecer para os outros. O respeito e a autoestima, como expressão da Vida Divina e as potencialidades de você revelar aquilo que é bom e belo, deve ser estabelecidos em sua consciência, ao invés de cultuar a baixa estima e os sentimentos de inferioridades e outros adjetivos semelhantes. A falta de harmonia em padrões de relacionamentos como aqueles que temos com nossos pais ou parentes fraternais devem ser transmutados pela expansão da consciência de relação em formas mais universais. Mas recordemos sempre que a vontade de compreender verdadeiramente os outros pode abrir áreas oprimidas de qualquer relação humana. Devemos ser afluentes em nossa boa vontade para os outros se queremos realizar a afluência em nossa experiência.