sexta-feira, 21 de julho de 2017

CADA MOMENTO É UM NOVO COMEÇO




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CADA MOMENTO É UM NOVO COMEÇO
Mensagem de Louise Hay
22 de Fevereiro de 2017
“O Amor é a grande cura milagrosa. Amarmo-nos opera milagres em nossas vidas”. – Louise Hay
Todos os dias, nós nos olhamos para nos certificarmos de que estamos prontos para nos apresentarmos ao mundo. Verificamos os nossos cabelos, nossas roupas e nos certificamos de que os nossos dentes estão escovados. Mas, será que reservamos um tempo para observarmos o que realmente importa? Olhamos nos olhos e perguntamos? Estou bem? À primeira vista, estamos bem. É claro, estamos. Durante anos, eu olhei no espelho só para criticar o que eu via lá. Lembro-me de horas intermináveis arrancando as minhas sobrancelhas, mas tinha medo de olhar em meus próprios olhos. Então, um dia, eu olhei no espelho e realmente me vi. Foi quando eu disse: “Eu a amo, exatamente como você é.”
“Estou confortável, olhando-me no espelho e dizendo: Eu a amo”. – Louise Hay
Isto mudou tudo. Uma vez que conseguimos superar a nossa primeira reação, este simples exercício pode mostrar muito. Mas é um processo. É como limpar a panela do peru depois do Jantar de Ação de Graças. A panela está toda queimada e cheia de crostas, então, você a coloca na água quente com sabão e a deixa absorver por algum tempo. Então, você começa a esfregar a panela. Agora realmente você tem uma bagunça. Mas, quanto mais você esfrega, menos crostas existem e, logo, a panela está tão boa quanto nova. E assim somos nós! Eu prometo! Mesmo hoje, se estou chateada ou em conflito, posso descobrir a questão interna central sob um problema externo. Mas, como qualquer um, posso me perceber como um ser humano, uma hora mais tarde. Mas podemos viver com isto, porque somos seres humanos e sempre seremos.
Na imensidade da vida onde estou, tudo é perfeito, completo e íntegro. O passado não tem poder sobre mim, porque estou disposta a aprender e a mudar.
Então, onde isto nos leva? Uma vez que tenhamos a coragem de dar este passo e olhar para nós mesmos, com sinais e tudo, compreendemos que somos belos interiormente. Assim, da próxima vez que nos olharmos no espelho, veremos o verdadeiro nós. Isto nem sempre será fácil. Antigas mágoas e medos, com frequência, tentarão refletir de volta para nós do espelho, mas saberemos que são somente fantasmas do passado. Lembre-se: Você esteve se criticando por anos e isto não funcionou: tente se aprovar e veja o que acontece. Ao nos lembrarmos de que o reflexo honesto é uma pessoa forte e disposta, o amor próprio que vemos nestes olhos nos irão lembrar de não ouvirmos os antigos ecos da dúvida.
Eu amo quem eu sou.
Aceitarei a mudança e o mundo como um todo.
Aceitarei e protegerei quem eu estou me tornando e quem serei no futuro.
Porque tudo está certo em meu mundo.
Amor,
Louise
Informações Pessoais: http://www.louisehay.com/about/
Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br

RAMADAN



MÊS DE RAMADAN
Ramadan 2017. A partir do início da noite de sexta-feira , 26 de maio até o início da noite de sábado , 24 de junho
As datas podem variar.
A importância e o significado do Ramadan para os muçulmanos
O jejum no mês de Ramadan (nono mês do calendário islâmico) é um dos cinco pilares do Islam, e consiste no ato de abster-se, desde o raiar da aurora (oração da alvorada) até o pôr-do-sol (oração do crepúsculo), da ingestão de qualquer espécie de alimentos e bebidas, assim como fumar e manter relações sexuais. Este período pode ser maior ou menor, já que utilizamos o calendário lunar, que é móvel.
Dependendo do mês e estação do ano correspondente no calendário solar, podemos jejuar no inverno, de dias curtos e frios (como este ano, em que o Ramadan começou em 11 de agosto), no verão, de dias longos e quentes, e outras vezes em períodos intermediários. Isso faz com que haja uma equidade entre os muçulmanos no mundo inteiro, pois todos acabam praticando o jejum nas mais diferentes épocas do ano ao longo de suas vidas, não havendo vantagens em se jejuar em um local ou outro. Mais uma das inúmeras provas da justiça, do amor e da clemência de Deus para com as Suas criaturas.
O jejum é obrigatório para todo muçulmano que tenha atingido a puberdade e que goze de perfeita saúde física e mental. A gestante e a lactante, a mulher menstruada ou em resguardo pós-parto e os enfermos ou em viagem estão isentos do jejum, devendo repor os dias não jejuados após o término do período que o impossibilita de jejuar. Esta reposição será feita após o mês sagrado, podendo ser em dias alternados ou seguidamente, mas terá como prazo o último dia antes do início do próximo mês de Ramadan. Para o idoso ou portador de uma doença incurável, o jejum deixa de ser uma obrigação, devendo fornecer uma refeição a um necessitado (ou o valor equivalente) por cada dia não jejuado, caso tenha condições.
É recomendado ao muçulmano que antes do início do jejum faça uma refeição leve (suhur), com frutas, sanduíches, biscoitos, bebendo também bastante líquidos, como leite, sucos e, principalmente, água. Pode não parecer, mas o efeito desta refeição antes do jejum, aconselhada e praticada pelo profeta Muhammad (Que a bênção e a paz de Deus estejam sobre ele), facilita, e muito, o jejuar ao longo do dia. Ao chegar o horário do término do jejum, deve-se quebrá-lo imediatamente, consistindo inclusive em pecado protelar a ingestão de alimentos por tempo além do estabelecido.
É costume quebrar o jejum com água e algumas tâmaras, tal qual a sunna (prática) do profeta, pois este fruto possui propriedades que restabelecem rapidamente as condições do corpo, às vezes um pouco fragilizado por conta do jejum. Em seguida faz-se a oração do crepúsculo, e aí sim completamos o desjejum com uma refeição maior (iftar). Mas, ao quebrar o jejum, não se deve comer muito depressa, nem em quantidades gigantescas, e sim apenas o suficiente para sentir-se satisfeito. Afinal, como disse nosso amado profeta Muhammad (Que a bênção e a paz de Deus estejam sobre ele): "Ao se alimentar, dividam o estômago em três partes: uma para o alimento, outra para a bebida e outra para o ar".
O caráter sublime do Jejum no mês de Ramadan
Engana-se quem pensa que o jejum é apenas deixar de comer e beber. A privação não é a finalidade desta adoração, mas sim os inúmeros benefícios que estão por detrás desta ação. Apesar de o jejum parecer difícil, ele não é de forma alguma imposto como uma punição, e sim como um ato de devoção e autodisciplina. A esse respeito, disse o profeta Muhammad (Que a bênção e a paz de Deus estejam sobre ele):
"Ao muçulmano que não deixar de dizer inverdades e não abandonar todas as formas de maldade no Ramadan, não lhe adiantará jejuar, pois a Deus não interessa que ele deixe apenas de comer e beber"
Sabendo disso, o muçulmano encara este mês como uma fase de extrema adoração e autorreflexão, na qual ele observa os pontos de sua vida em que precisa progredir, e esforça-se ainda mais para não cometer faltas. Afinal, um pecado cometido em um mês sagrado de forma alguma é algo desejado, ao mesmo tempo em que uma boa ação neste período resulta em recompensas muito maiores a quem a pratica.
Isso se deve ao fato deste ser o melhor mês do ano, o mais abençoado, aquele no qual Deus fez descer pelos sete céus o Alcorão Sagrado, guia e orientação para a humanidade. Também no mês de Ramadan foram revelados os livros sagrados anteriores, conforme o seguinte hadith (dito) do profeta Muhammad (Que a bênção e a paz de Deus estejam sobre ele):
"As páginas de Abraão foram reveladas no primeiro dia de Ramadan, a Torá aos seis dias de Ramadan, e o Evangelho foi revelado treze dias passados do Ramadan"
Nesse período, o muçulmano exercita a sua paciência e o domínio do seu próprio corpo, bem como dos desejos da alma, o que é altamente benéfico. O aumento do autocontrole facilita o caminho do fiel pela senda reta, na medida que ele se afasta mais facilmente das tentações que lhe recaem inevitavelmente ao longo da vida. Isso serve de preparação para que o muçulmano tenha o mesmo pensamento, a mesma devoção, a mesma determinação na prática de boas ações e a mesma tolerância e firmeza contra os pecados e toda a sorte de ilicitude nos demais meses do ano. Ou seja, aquele que compreende este verdadeiro sentido do Jejum no mês de Ramadan, e passa a aplicá-lo durante toda a vida, dá um enorme passo para viver plenamente de acordo com as normas que Deus estabeleceu para nós por meio do Din (sistema de vida).
Os motivos e benefícios da prática do Jejum no mês de Ramadan
Este pilar da religião está determinado claramente no Alcorão Sagrado:
"Ó crentes, está-vos prescrito o jejum, tal como foi prescrito a vossos antepassados, para que tenham temência a Deus e sejam piedosos. (...) Ramadan é o mês em que foi revelado o Alcorão, evidência de orientação e discernimento para a humanidade. Então, quem de vós presenciar esse mês, que nele jejue."
Alcorão: Sura da Vaca (Al-Bácara - 2:183-185)
Somente o fato de estar relatado no livro sagrado já seria suficiente para legitimar a prática do jejum. Afinal, muçulmano é todo aquele que se submete voluntariamente à vontade de Deus e, dessa forma, quando recebe uma ordem do Seu Criador, dá apenas uma frase como resposta: "Ouço e obedeço". No entanto, basta refletirmos um pouco mais sobre o espírito sublime do Jejum no mês de Ramadan, como descrevemos acima, para descobrirmos outros diversos benefícios e motivações para a sua prática.
A) Integração da comunidade
Durante o mês de Ramadan é comum visitar os amigos e familiares, assim como a realização de quebras de jejum em conjunto nas mesquitas, onde os muçulmanos compartilham os benefícios e as experiências obtidas neste mês sagrado. Isso faz com que a união entre eles prevaleça por intermédio do exercício religioso, já que todos estão sintonizados no mesmo espírito do jejum, mantendo a unidade da Ummah (nação islâmica).
B) Aprendizado da arte de se adaptar
Todos nós temos problemas em nossas vidas, e precisamos constantemente criar maneiras de lidar com eles a fim de resolvê-los. O ser humano está em constante processo de aprendizado, e em muitas ocasiões precisa se adaptar a situações com as quais não está acostumado ou que o desfavorece. Nesse sentido, o jejum exercita a capacidade de adaptação de cada um, fazendo com que o muçulmano conheça a si próprio, profundamente, dentro de seus limites. Isso permite que no futuro ele possa desempenhar as mais variadas funções, ainda que não as domine plenamente, simplesmente pelo fato de ter facilidade em se adaptar.
C) O jejum e a saúde
Diversos médicos e nutricionistas já confirmaram os benefícios trazidos por dietas controladas, que incluem muitas vezes períodos de jejum.
Uma pesquisa divulgada em outubro de 2007 no Journal of Lipid Research mostrou que o jejum pode diminuir a quantidade de células gordurosas no organismo e acelerar os mecanismos de quebra de células adiposas, o que contribuiria para a prevenção de doenças como obesidade, diabetes tipo 2, problemas cardíacos e sanguíneos.
D) Valorização das bênçãos de Deus
O jejum traz a lembrança de que a comida e a bebida são privilégios concedidos por Deus, nos fazendo pensar sobre a importância desta bênção de Deus para conosco justamente ao nos privarmos da alimentação. Isso faz com que agradeçamos e valorizemos uma das benesses que Ele nos dá todos os dias e sem a qual não podemos viver, que é a possibilidade de comer e beber.
Assim como o Ramadan molda o seu comportamento ao longo de um mês e serve de preparação para que o muçulmano repita essa boa postura nos outros meses, o jejum parte de um ponto de conscientização - a valorização do alimento - para nos lembrar de agradecer por todas as outras bênçãos de Deus que, embora estejam à nossa frente, não nos recordamos em nosso "atribuladíssimo cotidiano". Alguém conseguiria viver sem o sol, por exemplo? Poderíamos dispensar a água do mar, que nos dá, entre outras coisas, a própria chuva, como Deus diz no Alcorão? Acaso poderíamos viver se na Terra não houvesse condições para a vida humana, como a água, a atmosfera, a camada de ozônio?
Como organizaríamos nossa vida se não existisse o dia e a noite? Se os planetas não se movessem, especialmente a Terra em suas trajetórias de rotação e translação, não existiriam esses períodos intercalados. E quem mantém o Universo nesta forma perfeita para a nossa sobrevivência? Isso sem falar na incrível máquina que é o corpo humano, divinamente criado, literalmente.
Somente Deus é responsável por nossas vidas, Munificente e Provedor por excelência, e por isso somente a Ele devemos total adoração e agradecimento. E o abençoado período do Ramadan nos faz recordar de tudo isso, sendo assim um dos principais motivos para a prática do jejum.
E) Criação de um novo olhar para com o seu semelhante
Uma vez revitalizados com a consciência da importância das bênçãos diárias de Deus em nossas vidas, impossível sairmos do mês de Ramadan com a mesma impressão de antes. O jejum não só permite que valorizemos o alimento, como também nos faz lembrar daqueles que não possuem as mesmas condições que nós. Uma coisa é sabermos pelo noticiário e pelas estatísticas que milhões de pessoas passam fome no mundo. Outra bem diferente é sentir na pele o que elas sentem.
Afinal, ao abrirmos a geladeira e a encontrarmos sempre cheia, com a permissão de Deus, nos esquecemos rapidamente de qualquer notícia ruim. Mas e aqueles que não possuem nem mesmo um lugar para morar, quanto mais uma geladeira? Estes se lembram, todo dia e da pior forma possível, o que é sentir fome e sede.
Ao longo do mês de Ramadan, o muçulmano desenvolve um novo olhar para com estas pessoas. Cria-se um sentimento humanitário e de solidariedade muito maior, estimulando-o a ajudar os mais necessitados durante toda a sua vida, sempre que possível. A caridade é uma ação extremamente relevante e recomendada pelo Alcorão, tendo valor inestimável aos olhos de Deus.
Em última análise, o mês de Ramadan serve para trazer ao muçulmano a consciência de seu papel social, pois, como disse o profeta Muhammad (Que a bênção e a paz de Deus estejam sobre ele), "Não é crente aquele que dorme saciado e tranquilo em sua casa sabendo que seu vizinho está com fome".
Fontes:
Alcorão Sagrado
Islam: a sua crença e a sua prática
K. A. Varady, D. J. Roohk, Y. C. Loe, B. K. McEvoy-Hein, and M. K. Hellerstein Effects of modified alternate-day fasting regimens on adipocyte size, triglyceride metabolism, and plasma adiponectin levels in mice. J. Lipid Res. 2007. First Published on July 2, 2007.
* Autor: Fernando Celino / Jornalista e integrante do Departamento Educacional da Sociedade Beneficente Muçulmana do Rio de Janeiro

quinta-feira, 6 de julho de 2017

deusa pele - havaiana

Gratidão à Madame Pélè, Deusa dos Vulcões por Sua Presença Luminosa em nossas Vidas - Aloha !
Pele chega em nossas vidas para sinalizar que é hora de despertar!
Despertar o fogo interno, transformar a energia parada do medo e transmutar as raivas guardadas!

DEUSA PELE - O DESPERTAR DO FOGO INTERIOR
A cratera do vulcão Kilauea está localizada no Parque Nacional dos Vulcões, no sudeste da Grande Ilha Havai. Apresenta-se em um espetáculo de poder e grandeza, e é o vulcão mais novo e o mais ativo do arquipélago.
Antigas lendas havaianas atribuem as explosões dos espetáculos geológicos do vulcão Kilauea à presença de Pele. Deusa muito temperamental e habitante do kilauea, que há muito tempo atrás, veio para o Havai construir sua casa. Pele gosta de viver em poços profundos e cheios de fogo.
Mitologia
Seu pai a exilou por causa de seu mau temperamento, mais recentemente por brigar com sua irmã mais velha, a deusa-água ka-lee-oo-maai (Namaka), a qual o marido de Pele seduziu. Ela viajou do Tahiti, numa canoa guiada pelo seu irmão, o deus-tubarao ka-moho-ali, seguida por sua irmã mais velha. Toda vez que ela desembarcava numa ilha e criava uma morada vulcânica, a irmã afundava. Finalmente a batalha final acabou perto de Hana, Maui, onde Pele venceu a deusa-água. As lendas dizem que os ossos desta, ainda se encontram numa montanha chamada Ka-iwi-o-Pele.
Depois dessa batalha ela encontrou novos inimigos, na deusa da neve Poliahu, que ela lutou contra no Manau Kena, e o deus da fertilidade Kamapua'a, que ela às vezes ama.
Conta uma lenda que um grande chefe chamado Kaha-Wali gostava de andar de trenó. Com falta de neve por perto, sómente existente em picos quase inacessíveis do Mauna Loa e Mauna Kea, os havaianos divertiam-se deslizando nas íngremes encostas cobertas de grama seca. Usando trenós compridos e estreitos, com lâmina de madeira de lei envernizada, atingiam grande velocidade chegando a chamuscar a grama. Um dia, quando Kaha-Wali se divertia no Kilauea, aproximou-se uma mulher feia e velha que lhe pediu o trenó .
Imprudentemente, Kaha Wali negou-se, sem saber que ela era Pele, a Deusa dos Vulcões. Pele gostava de andar entre os mortais como uma anciã. sem saber, Kaha-Wali ao desprezar o pedido de Pele, a enfureceu.
Os olhos de Pele transformaram-se em brasas e seus cabelos em labaredas. expressando sua raiva bateu o pé no chão abrindo uma fenda por onde jorrou lava. Kawa-Wali meteu-se no trenó e desceu a encosta como um louco, perseguido por torrentes de lava derretida comandadas por Pele. Quando o trenó perdeu o impulso, se pôs de pé e correu em direção ao oceano. No caminho cruzou com sua mãe e gritou:
"Que a senhora receba o perdão, porque a morte deve estar a caminho. Pele vem devorando tudo !!!
Depois encontrou sua esposa que lhe propôs para ficar com ela, para que morressem juntos. Kala-Wali agradeceu, mas continuou correndo. Passou por seu porquinho de estimação, chamado Aloi-puaa, parou para saudá-lo com um afago esfregando seu nariz em seu focinho, mas não demorou. A um passo na frente da lava, chegou até a praia, pulou em sua canoa e salvou-se, enquanto Pele furiosa atirava-lhe pedras.
Quando os visitantes incrédulos escutam estas lendas, os havaianos em resposta mostram a colina exata onde havia ocorrido o incidente. Uma cratera negra e sombria de cerca de 30 metros de altura, com uma rachadura na borda da face em direção ao mar, onde se nota a corrente de lava.
As facetas arquetípicas de Pele
Pele é conhecida pelo seu temperamento violento, mas também por fazer visitas aos mortais, normalmente aparecendo como uma mulher alta, bonita e jovem ou como uma velha, feia e frágil.
Por vezes está acompanhada de um cachorro branco que ela usa para testar as pessoas, perguntando se elas têm alguma comida ou bebida para dar. Aqueles que passam no teste por mostrar compaixão são poupados e recompensados. Entretanto aqueles que fazem o contrário e são crueis, desrespeitosos ou mesmo insensíveis são punidos tendo seus lares destruídos. Quando enraivecida ela aparece ou como uma mulher em chamas ou como chamas puras.
Pele traz para você no trabalho do Sagrado Feminino: O Despertar
Responda as perguntas: Você está acordada? Você está vivendo a sua paixão? Quando foi a primeira vez que você sentiu despertada?
Eu apareço,
eu pulso,
eu vibro
Nunca fico quieta
Sou a vibração perpétua
O zumbido constante que você ouve
Estou sempre em movimento
No caminho que desce as profundezas
Com fogosa vitalidade
Em lugares que você só pode sentir
Quando necessário Com erupções dramáticas, vigorosas, vulcânicas
Eu a desperto
Com lava de fogo
Eu digo:
"Preste atenção!"
(Oráculo da Deusa)
Ela gosta de danças sociais e é conhecida por ser muito ciumenta e vingativa quando não consegue o homem que quer. Histórias que envolvem Pele são comuns a volta da fogueira. Dizem que sua presença pode ser sentida perto do vulcão Kilaueu, e que costuma amaldiçoar aqueles visitantes que levam do havai pedras vulcânicas.
Pele chega em nossas vidas para sinalizar que é hora de despertar!
Despertar o fogo interno, transformar a energia parada do medo e transmutar as raivas guardadas!
Você tem sido embalada pela mesmice da sua vida?
Pois prepare-se para despertar sua consciência e alcançar a consciência plena.
Está mais que na hora de você ver as coisas como elas realmente são e começar a mudar para torná-las da maneira como você deseja que elas sejam.
É hora de acordar seu potencial e resgatar sua força. Preste muita atenção em tudo que a vida está lhe dizendo.
Pele diz que você alimenta o despertar se a sua vida for mais criativa, em vez de ser tão somente reativa (Fonte: A DEUSA INTERIOR).




dia de sao joao batista





24 DE JUNHO: DIA DE SÃO JOÃO!!! VENHA COMEMORAR NA PAX!
HISTÓRIA DE SÃO JOÃO BATISTA
O dia 24 de Junho celebra o nascimento de São João Batista, um dos fiéis discípulos de Jesus, que o batizou.
São João Batista nasceu milagrosamente em Aim Karim, cidade de Israel que fica a 6 quilômetros do centro de Jerusalém. Seu pai era um sacerdote do templo de Jerusalém chamado Zacarias. Sua mãe foi Santa Isabel, que era prima de Maria Mãe de Jesus. São oão Batista foi consagrado a Deus desde o ventre materno. Em sua missão de adulto, ele pregou a conversão e o arrependimento dos pecados manifestos através do batismo. João batizava o povo. Daí o nome João Batista, ou seja, João, aquele que batiza.
A importância de São João Batista
São João Batista é muito importante no Novo Testamento, pois ele foi o precursor de Jesus, anunciou sua vinda e a salvação que o Messias traria para todos. João Batista era a voz que gritava no deserto e anunciava a chegada do Salvador. Ele é também o último dos profetas. Depois dele, não houve mais nenhum profeta em Israel.
Nascimento milagroso de São João Batista
A mãe de João Batista, Santa Isabel, era idosa e nunca tinha engravidado. Todos a tinham como estéril. Mas, então, o anjo Gabriel apareceu a Zacarias quando este prestava seu serviço de sacerdote no templo e anunciou que Isabel teria um filho e que este deveria se chamar João. Zacarias não acreditou e ficou mudo. Pouco tempo depois, Isabel engravidou como o Anjo havia dito.
Isabel e a Ave Maria
Nesse mesmo tempo, o anjo apareceu também a Maria e anunciou que ela seria a mãe do Salvador. Então, Maria foi visitar Isabel, pois o anjo lhe havia dito que Isabel estava grávida. Quando Maria chegou e saudou Isabel, João mexeu no ventre da mãe e Isabel fez aquela maravilhosa saudação a Maria santíssima: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! De onde me vem que a mãe do meu Senhor me visite? (Lc 1-41-43) Esta saudação de Isabel, inclusive, se tornou parte da oração da Ave Maria.
Vida no deserto
Quando São João Batista ficou adulto, percebeu que chegara sua hora. Então, foi morar no deserto para rezar, fazer sacrifícios e pregar para que as pessoas se arrependessem. Vivendo uma vida extremamente difícil e com muita oração, passou a ser conhecido como profeta, homem enviado por Deus. Ele sempre anunciava a vinda do Messias. Batizava a todos que se arrependiam e multidões sempre iam ver suas pregações no rio Jordão.
O batismo de Jesus
Por causa de seu carisma, algumas vezes o povo pensava que São João Batista era o Messias. Mas ele sempre dizia: Eu não sou o Cristo, eu não sou digno de desatar nem a correia de suas sandálias. (Jo. 1-27). Em outra passagem, ele disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. (Jo.1-29) Quando o próprio Jesus, o verdadeiro Salvador, foi ao encontro de João Batista para ser batizado, São João disse: Eu é que devo ser batizado por ti, e tu vens a mim? (Mt3-14). Mas Jesus confirmou e São João Batista batizou Jesus. Assim Jesus começou sua vida pública.
Prisão e morte de João Batista
Nas pregações de São João ele não poupava o rei local, Herodes Antipas, Rei fantoche de Roma na Peréia e na Galileia. João denunciava a vida adultera do rei. Herodes tinha se unido a Herodíades, sua cunhada. São João Batista denunciava também a vida desregrada de Herodes em seu governo.
São Marcos em seu evangelho narra que Salomé, filha de Herodíades, dançou para Herodes. O rei ficou deslumbrado com ela e disse que daria tudo o que lhe pedisse. Então Salomé fala com sua mãe e pede a cabeça de São João Batista numa bandeja. Herodes, triste, fez como havia prometido diante dos convivas. (Mar 6.14-29)
Devoção a São João Batista
São João Batista é o primeiro mártir da Igreja, e o último dos profetas. Sua festa é celebrada desde o começo da igreja, no dia 24 de junho. Ele é venerado como profeta, santo, mártir, precursor do Messias e arauto da verdade, custe o que custar. Sua representação é mostrada batizando Jesus e segurando um bastão em forma de cruz.
Oração a São João Batista
São João Batista,
ajuda-me a fazer
penitência das minhas faltas
para que eu me torne digno do perdão
daquele que anunciaste com estas palavras:
"Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele
que tira os pecados do mundo".
São João, pregador da penitência,
Rogai por nós.
São João, precursor do Messias,
Rogai por nós.
São João, alegria do povo,
Rogai por nós.
Ámen!
Oração a São João Batista (II)
“Ó Glorioso São João Batista,
príncipe dos profetas, precursor do divino Redentor,
primogénito da graça de Jesus e da intercessão da
sua Santíssima Mãe, que fostes grande diante do Senhor,
pelos estupendos dons da graça que
maravilhosamente recebestes desde o
seio materno, e por vossas admiráveis virtudes,
alcançai-me de Jesus, ardentemente que com fé,
a graça que necessito, lhe suplico… (peça a graça)
Alcançai-me também, meu excelso protetor,
singular devoção a Virgem Maria Santíssima,
que por amor de vós foi com pressa à casa de vossa mãe Isabel,
para serdes livre do pecado original
e cheio dos dons do Espírito Santo.
Espero conseguir essa graça se for da vontade Divina,
meu Santo protetor.
São João Batista, rogai por nós!”
(reze: 3 pai nossos, 3 ave-marias, 3 glórias)
Veja também:
A história de São João Batista
A festa de São João Batista (Fonte: Terra Santa).

sexta-feira, 30 de junho de 2017

O QUE É RAMADAN?

O que é Ramadan?


Um quarto da população mundial começa a cumprir o jejum do mês do Ramadan, o nono mês do calendário lunar islâmico e o mais importante, por ser um dos cinco pilares do Islam. Durante as 4 semanas os muçulmanos jejuam desde que o sol nasce até o pôr-do-sol.


Segue abaixo algumas curiosidades e informações para melhor entender o significado do Ramadan:


Sawm:


A palavra árabe para “jejum” (sawm) significa literalmente “abster-se”. Isso significa não só abster-se de comida e bebida, mas de más ações, pensamentos e palavras.




Refeições:


Em função do jejum, que deve ser cumprido ao longo do dia todo durante 30 dias, ocorrem diversas mudanças de hábitos rotineiros e sociais. A principal delas diz respeito à redução das três refeições corriqueiras para apenas duas por dia e em horários pra lá de interessantes:



Iftar:

É a refeição do fim do dia que representa a quebra do jejum. A tradição pede que o Iftar aconteça em comunidade, reunindo familiares, vizinhos e amigos com o objetivo de fortalecer os laços com a família e com a sociedade. Uma outra grande característica é distribuir refeições aos necessitados, por ser o mês da generosidade e da benção. O usual é quebrar o jejum com tâmaras e água antes de se deliciar com os melhores pratos feitos, especialmente, durante este mês.


Suhur:

É a refeição da madrugada, para ajudar a pessoa a aguentar um dia inteiro sem alimentação. O profeta Muhammad recomendou que se faça a refeição de pré-jejum antes do amanhecer aliviando a fome e a sede, o que auxilia no cumprimento do jejum.




Essência do Ramadan


Jejuar no Islam significa abster-se de alimentos & bebidas o dia todo até o pôr-do- sol, momento em que os minaretes das mesquitas levantam “Azan al Magreb”, que seria o chamado para a oração ao entardecer. Portanto, Ramadã é o mês da reflexão espiritual, rezas, humildade, boas ações, caridade, generosidade, auto-disciplina, auto-controle e auto-contenção. É o tempo para estabelecer uma maior aproximação com Deus e educar o corpo e a mente para vencer as vontades mundanas. Durante o Ramadan os muçulmanos perfumam e embelezam as mesquitas, fazem orações extras, entre elas o “Tarawih” em que o Alcorão é recitado na sua totalidade, como a melhor forma de comemorar a sua revelação que ocorreu exactamente neste mês.




Caridade:


Como um período de purificar a alma, buscar uma aproximação de Deus, além da prática do auto-sacrifício através da privação e da fome, o Ramadã é muito mais do que não comer e beber. O principal propósito é levar cada muçulmano a refletir sobre alguns valores como: solidariedade, consolação e generosidade; incentivá-los a praticar boas ações e demonstrar afeição para com os necessitados e pobres. É a melhor época para se revelar o espírito comunitário islâmico e praticar os princípios da igualdade social (Fonte: Revista do Islam).


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Ramadan - 30 dias de jejum e abstinências do Islamismo
ESTE ANO O RAMADAN COMEÇA DIA 27 DE MAIO, NA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA E VAI ATÉ O DIA 25 DE JUNHO.
MÊS SAGRADO DO ISLAM DE 2017!
“O Mês de Ramadã foi o mês em que foi revelado o Alcorão, orientação para a humanidade e vidência de orientação e Discernimento. Por conseguinte, quem de vós presenciardes o novilúnio deste mês deverá jejuar; porém, quem se achar enfermo ou em viagem jejuará depois, o mesmo número de dias. Deus vos deseja a comodidade e não a dificuldade, mas cumpri o número de dias, e glorificai a Deus por ter-vos orientado, a fim de que (Lhe) agradeçais.”
(Alcorão 2:185)
O quarto pilar do Islã, o Jejum no mês de Ramadã, foi inicialmente um ato voluntário de abnegação mas tornou-se uma obrigação para a prática do islamismo como citado no (C:2 V:185) do alcorão sagrado.
O jejum é um modo de autodisciplina física para uma purificação interna e um agradecimento a Deus pelas conquistas na vida. Durante o mês de Ramadã, os muçulmanos são unidos pelo jejum e tendem a se aproximar do seu semelhante e de seus familiares que se reúnem diariamente para o desjejum. Ramadã é um período de renovação da fé, da prática mais intensa da caridade, e vivência profunda da fraternidade e dos valores da vida familiar. Neste período pede-se ao fiel maior proximidade dos valores sagrados, leitura mais assídua do Alcorão, frequência à mesquita, correção pessoal e autodomínio. Além das cinco orações diárias durante este mês sagrado recita-se uma oração especial chamada Taraweeh (oração noturna).
De acordo com ditos do profeta Maomé, Deus considera o jejum como o melhor das orações, porque só Ele e o praticante é que sabem sobre a sua veracidade.
A 27ª noite de Ramadã, chamada de “Noite do Destino”, é muito importante pois nela o profeta Maomé recebeu a primeira revelação divina. A data é especialmente comemorada com grandes festividades religiosas e familiares e doações de presentes e alimentos aos pobres.
Su-Hoor - Para suportar o jejum de comida e bebida durante o dia, antes da alvorada o muçulmano realiza uma refeição chamada su-hoor que substitui o café da manhã. Em muitas cidades árabes ainda é possível presenciar a tradição do Messaher, um homem cuja função é andar pelas vilas e ruelas dos bairros batendo em um pequeno tambor, gritando ou cantando, para acordar os fieis para o Su-Hoor.
Iftar - Ao término de cada dia, o jejum é finalizado com uma oração e uma refeição especial tomada em conjunto, chamada iftar. O iftar é o momento para reunir os membros da família e os seus amigos numa celebração de fé e de alegria. Após esta refeição, é prática social sair com a família para visitar amigos e familiares.
Muitos praticantes de outras religiões são convidados a partilhar este momento de convívio e é cada vez mais frequente que cristãos ofereçam e celebrem um iftar para os seus amigos muçulmanos.
A seguir, trechos do Discurso proferido por Bhagavan em julho de 1983, por ocasião do Ramadã:
Todos os fundadores de todas as religiões ouviram essa Voz impessoal de Deus revelando o Atma que ativa a Criação inteira.
Do mesmo modo que os Vedas foram ‘ouvidos’ e propagados como revelações ‘ouvidas’ (Shruthi), o Alcorão também foi ‘ouvido’ por Hazrath Mohamed (Maomé). O Alcorão tem Salat e Zakat como seus dois olhos. Salat significa oração; Zakat significa caridade. Aqueles que consideram a caridade como um alto dever e elevam suas consciências através de orações e contínua meditação em Deus são Muçulmanos. Islã é uma palavra que denota, não uma religião em particular, mas um estado mental, de total rendição à Vontade de Deus. Islã significa dedicação, entrega, paz, tranquilidade...
O mês do Ramadan é separado para a sagrada tarefa de recordar e praticar os ensinamentos que Hazrat Muhammad trouxe e atingir aquele estado de unidade e pureza que é verdadeiramente Divino.
O Islã dá importância à Lua, que regula os meses. Os Hindus consideram a Lua como a deidade que preside a mente. Com a visão (darshan) da Lua Nova, o jejum do Ramadan começa; e quando a Lua Nova é vista novamente, o jejum termina. ‘Jejuar’ não significa apenas desistir de comer e beber. A prática se inicia ao nascer do sol e termina somente após o crepúsculo, e é observada rigorosamente.
Durante o Mês do Ramadan a Rivalidade é Evitada
Com o despertar cedo, às três ou quatro da manhã, no Brahma Muhurtha (hora de Brahma), a oração tem início, e, por todo o dia, procura-se a experiência da constante presença de Deus. Este é o sentido do jejum (upavasa). Do mesmo modo, durante o mês do Ramadan, toda rivalidade é evitada, o ódio é suspenso. Marido e mulher vivem separados, embora no mesmo lar; mães e filhos seguem o mesmo regime espiritual e uma atmosfera de irmandade se mantém. O corpo, os sentidos e a mente são submetidos a rigorosa disciplina. Períodos mensais de abstinência são prescritos em todas as religiões. Os Hindus observam-na nos meses Magha e Sravana. Zoroastristas e Cristãos também estabeleceram meses para o mesmo propósito.
Reza o Alcorão que todos os homens devem cultivar o senso de unidade, de interdependência, de amor altruísta e da imanência da Divindade.
Geralmente, os homens ingerem algum tipo de alimento para seu sustento cinco vezes ao dia: uma xícara de café na cama, um desjejum duas horas depois, um almoço completo ao meio-dia, chá às quatro da tarde e um gordo jantar às nove. O Islã prescreve alimento para a natureza espiritual do homem e comanda que seja ingerido cinco vezes ao dia, na forma de orações. Para o despertar da consciência do Eu Superior (átmica), para conquistar a felicidade espiritual e para promover a manifestação da iluminação átmica, a oração é prescrita cinco vezes ao dia, desde o despertar da razão, até o momento da morte...
O Islã ensina que a Graça de Deus pode ser conquistada através da justiça e de uma vida correta; riqueza, erudição e poder não a podem conquistar.
Somente o Amor Sagrado pode agradar ao Senhor. Esta é a mensagem de toda religião. A humanidade, entretanto, tem ignorado esse ponto crucial. O Ramadan reúne, pelos laços do amor, parentes distantes e próximos, amigos e inimigos. Esse tipo de negligência tem ocorrido em todas as religiões: os seguidores adotam as regras de que gostam, e quebram aquelas que consideram exigentes. Desta maneira, tornam suas mentes estreitas e distorcidas. Além disso, racionalizam seus defeitos e justificam suas falhas. Habituaram-se a essa prática de autoengano.
Uma vez que Islã significa rendição a Deus, todos aqueles que, em espírito de entrega e dedicação, vivem em paz e harmonia com a sociedade, para falar a verdade, pertencem ao Islã.
O Islã insiste na total coordenação entre pensamento, palavra e ação. Os santos e sábios muçulmanos têm enfatizado que devemos inquirir sobre a validade do ‘eu’ que sente ser o corpo, e do ‘eu’ que sente que é a mente, e chegar à conclusão de que o ‘eu’ real é o Ser que anseia pelo Ser Supremo, Deus. No mês do Ramadan, o jejum e as orações são concebidos para despertar e manifestar essa realização.
O JEJUM DE RAMADAN
Importância do Ramadan: Ramadan é um mês lunar, preferido por Deus quanto aos outros meses, pois numa de suas noites revelou de uma só vez o Al-Qur´an, desde o "Painel Guardado" até o céu primeiro, o da terra, tendo a terra se iluminado com a luz de seu criador, tendo essa noite sido chamada por Deus "A Noite do Decreto". Situa-se no último terço do mês de Ramadan, por isso os Muçulmanos veneram essa noite, e velam-na em orações, preces, e cânticos e a isso está a referência do Profeta "Quem velar a noite do Decreto por fé e amor a Deus, terá perdoados todos os seus pecados passados". Deus diz no Al-Qur´an:"Mês de Ramadan, em que foi revelado o Al-Qur´an guia para a humanidade."
Não foi apenas o Al-Qur´an o revelado nesse mês, pois Deus revelou a todos os livros celestiais no mês de "Ramadan" Bendito. Disse o Profeta Muhammad: "As páginas de Abraão foram reveladas no primeiro dia de Ramadan, e o Evangelho foi revelado treze dias passados de Ramadan."
Evidenciam-se as graças do mês de Ramadan através dos importantes acontecimentos que se registraram na história dos Muçulmanos e do Islamismo. No dia dezessete de Ramadan, no segundo ano da " Hegira", Deus deu a vitória aos Muçulmanos, que em número de trezentos, sob o comando do Profeta Muhammad, sobre aproximadamente mil combatentes infiéis que vieram agredi-los na batalha de "Badr". Deus igualmente, proporcionou ao Profeta Muhammad a conquista da cidade de Meca aos vinte e dois dias do mês de Ramadan, no oitavo ano de "Higira". O Profeta entrou em Meca vitorioso e destruiu seus ídolos com suas mãos honradas, recitando o Al-Qur´an. Tendo Meca retornado ao Monoteísmo após ter sido um baluarte da " IDOLATRIA", e purificou-se com isso " A casa antiga" das impurezas e dos ídolos.
E sucederam-se os acontecimentos culminando com a denominação: "O mês da vitória" ao mês de Ramadan. O Profeta disse sobre as graças de Ramadan "Abram-se nele, as portas do Céu, fecham-se nele as portas do Inferno e acorrentam-se nele os Demônios Gigantes."
Da Obrigatoriedade de Jejum
Deus (SWT) instituiu aos Muçulmanos, jejuar no mês de Ramadan, no segundo ano da "Hegira", tornando esse Jejum um dos pilares do Islam e para esclarecer que o Jejum é um rito (adoração) antigo(a) instituída às nações anteriores Deus disse no Alcorão:
"Ó Fies, está-vos prescrito o jejum, tal como foi prescrito a vossos antepassados, para que temais a Deus."
O Jejum, no Islam é abster-se de comer, beber, sexo, e todos os desjejuns, desde a Alvorada até o pôr do sol. Não é privação a finalidade desta adoração e sim inúmeras benefícios se encontram atrás desta atitude, relacionadas com os sentidos e os sentimentos. O comportamento, a moral, deixando os maiores vestígios na conexão do relacionamento mútuo entre os indivíduos e a sociedade e como exemplo registramos parte destes benefícios.
Período do Jejum
O período do jejum obrigatório é o mês do Ramadan. O período diário do jejum começa antes da alvorada despontar e acaba logo depois do pôr do sol. Normalmente, existem calendários exatos, elaborados pelas comunidades islâmicas locais (com dados fornecidos pelos Observatórios Astronômicos dos respectivos países), indicando as horas precisas, mas na falta de tais facilidades, deverá consultar-se o relógio e as posições do Sol, assim como os jornais locais, os boletins metereológicos, etc.
O jejum de Ramadan é obrigatório para qualquer Muçulmano responsável e apto (Mukallaf). Mas também se recomenda com insistência o jejum noutras alturas, conforme as Tradições do Profeta Muhammad; por exemplo, todas as semanas à segunda e quinta-feira, alguns dias em cada um dos dois meses precedentes ao Ramadan, (Rajab e Chaaban), seis dias após o Ramadan, a seguir ao {Eíd-el-Futr}. Além disso, é sempre compensável fazer jejum em qualquer dia de qualquer mês do ano, porém nos dias de {Eíd (Festa Islâmica)} e às sextas-feiras, nenhum Muçulmano deverá jejuar. No entanto, repetimos que o único jejum obrigatório é do Ramadan, que pode durar 29 ou 30 dias, conforme as posições da Lua. Este é um dos pilares do Islam, e quem deixar de o fazer, sem escusa razoável, comete um pecado.
Sabendo o que o jejum pode fazer pelo homem, Deus ordenou, como alternativa, um jejum de três dias a quem tiver violado um juramento (É interessante notar que para expiar a violação dum juramento honesto, o culpado tem que dar comida ou roupa a dez pobres. Se isso não for possível, terá que libertar um escravo _ claro que se refere à época em que ainda havia a escravatura_ ou resgatar-lhe a liberdade. Se isso tão-pouco for possível, então o último recurso é o jejum de três dias (Al-Qur´an, 5ª:92 "... fará uma expiação, alimentando alguns necessitados ou equivalente a isto em jejum, para que sofra a conseqüência da sua falta.") .
Quem deve fazer o Jejum?
O jejum de Ramadan é obrigatório para cada Muçulmano, de sexo masculino ou feminino, que reunir as seguintes condições:
Ser mentalmente e fisicamente normal, o que quer dizer gozar de boa saúde e ser apto.
Ter atingido a idade da puberdade e, que é normalmente quatorze anos. os menores de quatorze anos devem ser estimulados a iniciarem-se nesta boa prática a níveis mais simples, de maneira que, ao atingirem a idade da puberdade, estejam preparados física e mentalmente para fazerem jejum.
Estar presente no domicilio permanente ( na cidade natal), na quinta, ou na casa de negócios, etc.), isto é numa viagem de cinqüenta milhas ou mais, o crente pode suspender o jejum, na condição de mais tarde o recuperar.
Estar absolutamente seguro de que o jejum não lhe vai causar nenhuma perturbação física ou mental, a não ser as reações normais à fome e à sede.
Isenção do Jejum
As condições mencionadas excluem as seguintes categorias:
Crianças que não atingiram a idade da puberdade.
Os alienados mentais que não são responsáveis pelas suas ações. ( Estas duas categorias de pessoas são isentas do dever do jejum, sem terem obrigação de o compensarem ou substituírem).
Homens e Mulheres que sejam demasiado velhos e fracos ficam isentos de tal dever, mas têm que oferecer, pelo menos, uma refeição média completa ou o valor equivalente por pessoa -- por dia, a um Muçulmano pobre. Esta compensação mostra que se puderem jejuar, mesmo que seja só um dia do mês, eles deverão fazê-lo e compensar o resto.
Os doentes cuja saúde possa ser gravemente perturbada pelo jejum. Estes poderão adiar o jejum, enquanto estiverem doentes, para, em data ulterior, o recuperar, à razão de um dia por cada dia perdido.
Pessoas que estão a empreender viagens de cinqüenta milhas ou mais, a contar da sua residência habitual. Neste caso, podem interromper temporariamente o jejum durante a viagem, e recuperá-lo ulteriormente, um dia por cada dia de suspensão. Mas, conforme o Alcorão, é melhor fazerem jejum se puderem e se isso não criar dificuldade extraordinárias.
Mulheres grávidas ou as que amamentam os seus filhos podem também renunciar ao jejum, se este puser em perigo a própria saúde ou a das crianças. No entanto, terão que recuperar depois, todos os dias perdidos de jejum.
Mulheres no período da menstruação (o máximo dez dias) ou no período após o parto ( o máximo quarenta dias). Nestes casos, está-lhes vedado o jejum, mesmo que queiram e possam fazê-lo. Terão que adiar, e só depois do período acima indicado, deverão recuperar os jejuns não efetuados. Deverá compreender-se que neste caso, assim como em todas as outras proibições religiosas, é fundamental obedecer a Deus e às ordens d´Ele.
O jejum em qualquer dia do Ramadan anula-se se a pessoa comer, beber ou fumar de propósito, se tiver algum contato íntimo, e se permitir que qualquer coisa entre pela boca e chegue dentro do corpo. E se isso for de propósito, sem nenhum motivo razoável, o prevaricador deverá fazer jejum durante sessenta dias seguidos ou, como segunda alternativa, dar de comer suficientemente a sessenta pobres, além de fazer jejum um dia, o que corresponde ao dia em que o jejum foi anulado.
Se a pessoa interromper o jejum, por alguma falta susceptível de interromper o jejum, este não fica anulado, continuando portanto válido, desde que a pessoa ao aperceber-se da falta, cesse de fazer aquilo que (em condições normais) poderia invalidar o jejum.
Para que o jejum de Ramadan fique completo, todo o crente deverá distrbuir uma esmola especial, chamada {Sadáqat´ul-Fitra}( Esta esmola deverá ser efetuada antes da oração de Íd, oração que serve para comemorar o fim de Ramadan, mais precisamente no dia 1º de Xaual).
A Prescrição e o Dever de se Jejuar no Mês do Ramadan
A Descrição do Mérito do Jejum
Deus, louvado seja, disse:
"Ó crente, está-vos prescrito o jejum, tal como foi prescrito a vossos antepassados, para que temais a Deus. Jejuareis determinados dias; porém, quem de vós não cumprir o jejum, por achar-se enfermo ou em viagem, jejuará, depois, o mesmo número de dias. Mas quem, podendo cumprir este preceito, o quebrar, redimir-se-á, alimentando um necessitado; porém, se fizer isto espontaneamente será melhor. Mas, se jejuardes, será preferível para vós, se quereis sabê-lo. O mês de Ramadan, em que foi revelado o Al-Qur´an, orientação para a humanidade e evidência de Discernimento e orientação. Por conseguinte, quem de vós presenciar o novilúnio deste mês deverá jejuar; porém, quem se achar enfermo ou em viagem jejuará, depois, o mesmo número de dias". (2ª:183-185)
648. Abu Hraira (RAA) contou que o Profeta disse:
"Uma pessoa que oferece um par de qualquer coisa pela causa de Deus será chamada, de uma das portas do Paraíso:`Ó servo de Deus, esta porta é a melhor para ti!´Assim, também, uma pessoa que praticar a oração (salat) com regularidade, será, da porta da oração, chamada; e aquelas pessoas que marcharem para a jihad, pela causa de Deus, serão, da porta de Raiyan, chamadas (para entrarem no Paraíso - ou seja, será a porta do frescor). A pessoa que der esmolas será, da porta da caridade, chamada ( para entrar no Paraíso) " Abu Bakr (RAA) disse:
"Ó Mensageiro de Deus, tu que és mais querido para mim do que meus próprios pais, ouve, já sei que uma pessoa chamada ( para entrar no Paraíso), de qualquer das portas, não precisará de mais nada. Entretanto, poderia alguém, de todas essas portas, ser chamado?" O Profeta respondeu:
"Sim, e espero que tu serás um deles!" ( Bukhari e Muslim)
A Generosidade e o Oferecimento das boas Obras Durante o Mês de Ramadan. A Incrementação das Obras de Caridade Durante os Dez Últimos Dias do Mesmo.
689. Ibn Abbas (RAA) relatou que o Profeta era a pessoa mais generosa dentre todos os homens. Especialmente durante o mês de Ramadan, costumava ser extremamente generoso, pois era quando o visitava o Arcanjo Gabriel. Durante esse mês, costumava visitá-lo todas as noites, e recitar-lhe o Sagrado Al-Qur´an. Naqueles dias, a normal generosidade do Profeta aumentava muitíssimo, muito mais do que o vento impregnado de chuva. (Bukhari e Muslim)
690. Aicha (RAA) contou que quando começava os últimos dez dias do mês de Ramadan, o Profeta costumava ficar orando toda a noite, e, inclusive, despertava os membros da sua família, e se mostrava ainda mais devoto e assíduo em suas orações. ( Bukhari e Muslim)
A Proibição de se Adiantar o Jejum Antes da Entrada do Mês de Ramadan; Quer dizer, na Segunda Quinzena de Chaaban, Exceto no Caso da Continuação de um Jejum, Numa Segunda ou Numa Quinta-feira, Dando-se a Casualidade da Coincidência de Datas.
691. Abu Huraira (RAA) narrou que o Profeta:
"Nenhum de vós deverá jejuar um ou dois dias imediatamente antes do mês de Ramadan, a não ser nos casos de uma pessoa estar acostumada a jejuar nesses dias, coisa que poderá fazer em tais datas." (Bukhari e Muslim)
692. Abu Huraira (RAA) relatou que o Profeta disse:
"Não deveis jejuar quando começar a segunda metade de Chaaban." (Tirmizi)
O Mérito de se Lançar Mão da Consoada (Suhur); O Retardamento da Consoada a Não Ser Que se Tema a Entrada do Amanhecer.
693. Anas Ibn Málik (RAA) contou que o Profeta disse:
"Lançai mão da consoada (ou seja, suhur), porque há bênção nesse ato." (Bukhari e Muslim)
694. Zaid Ibn sábet (RAA) narrou:
"Certa ocasião lançamos mão do suhur com o Profeta, e logo nos levantamos para a oração da alvorada. Perguntamos-lhes qual seria o intervalo entre ambos, e nos disse:`O tempo necessário para se recitarem cinqüenta versículos (do Al-Qur´an).´" ( Bukhari e Muslim)
695. Ibn Ômar (RAA) relatou que o Profeta tinha dois mu-azinain (os que convocam à oração). Um era Bilal (RAA) e o outro era Ibn Ummu Mactum (RAA). O Profeta disse:
"Bilal, chama à oração um pouco mais cedo, quando ainda é noite. Por conseguinte, continua comendo e bebendo, até que Ibn Ummu Mactum chame." Continuou: "Na verdade, há apenas um curto intervalo entre os dois, que é quando um desce do e o outro sobe ao minarete." (Bukhari e Muslim)
O Mérito de se Quebrar o Jejum o Mais Depressa Possível Depois do Ocaso; o Que se Come ao se Quebrar o Jejum, e as Súplicas que Acompanham o Ato.
696. Abu Huraira (RAA) contou que o Profeta disse:
"Assim disse Deus, o Todo-Poderoso Senhor da Glória:`Dentre os meus servos, prefiro aquele que se apressa em quebrar o Jejum.´" ( Bukhari e Muslim)
697. Salman Ibn Amru (RAA) narrou que o Profeta disse:
"Quando alguém quebra o jejum, deve fazê-lo com uma tâmara. Se não a tiver, deverá fazê-lo com água, porque é pura, e purifica todo o organismo." (Abu Daoud e Tirmizi)
O Dever Que tem o Fiel Que Guarda o Jejum de Ponderar Suas Palavras e Seus Atos
698. Abu Huraira (RAA) relatou que o Profeta disse:
"Se uma pessoa não se abstém de mentir e de praticar atividades indecentes, Deus não deseja que se abstenha de comer e de beber." (Bukhari)
As Questões Relacionadas com o Jejum
699. Abu Huraira (RAA) contou que o Profeta disse:
"Quando algum de vós come ou bebe, por acidente, esquecendo-se do seu jejum, deve continuar o jejum até o fim, porque (comendo e bebendo por engano) significa que Deus lhe deu de comer e de beber." (Bukhari e Muslim)
700. Laquit Ibn Sabira (RAA) narrou: "Uma ocasião me apresentei perante o Profeta e lhe pedi que me informasse sobre as abluções. Disse-me:
`Faze tuas abluções devidamente, e de modo completo, e limpa as bases dos teus dedos (onde os dedos se juntam), esfregando-as com os dedos opostos; e lava bem os orifícios nasais; porém, se estás jejuando, toma cuidado sobre este particular (para que a água não entre pelos orifícios nasais).´" (Abu Daoud e Tirmizi)
701. Aicha (RAA) relatou: "Se o Profeta recebia o amanhecer num estado de impureza corporal, por haver mantido contato com sua esposa, tomava um banho e jejuava, como de costume." (Bukhari e Muslim)
702. Aicha e Um Salama (que Deus esteja comprazido em ambas) contaram: " Quando o Profeta recebia o amanhecer num estado de impureza (por haver copulado com sua esposa, e não por poluição noturna), jejuava." (Bukhari e Muslim)