quarta-feira, 28 de setembro de 2016

orion





Órion ou Orionte (em grego: Ὠρίων, transl.: Óríōn), na mitologia grega, foi um gigante caçador, um dos melhores a serviço de Ártemis. Ele foi colocado por Zeus entre as estrelas na forma da constelação de Órion.

Origem das Plêiades e de Órion (Astronomia)


Quando Pleione estava atravessando a Beócia com as Plêiades, suas filhas com Atlas, Órion tentou atacá-las.[1] Pleione escapou, mas Órion a procurou por sete anos, sem encontrá-la. Zeus, então, apontou um caminho nas estrelas para elas, o que passou a ser chamado por alguns astrônomos da cauda do Touro.[1] Assim, até hoje Órion parece estar seguindo as Plêiades conforme elas se movem para o oeste.[1]

Familia


Órion era filho de Gaia, a deusa da terra, com Tártaro, sendo assim tinha grandes habilidades para a caça e um vasto conhecimento, porém era um gigante pequeno. Ele era o gigante opositor aos gêmeos arqueiros, Ártemis e Apolo, mas se desviou de sua função tornando se amigos dos deuses e o fiel e mais valoroso caçador de Ártemis. Após ser morto por um escorpião foi colocado como constelação no céu, a conhecida constelação de Orion que fica perto da constelação do seu amigo Sirius conhecida como a estrela Sirius.

Em outra versão é dito que Órion é legado de Apolo, ou seja, filho (ou neto e afins, não se sabe ou certo) de um filho do deus do sol e da beleza, sendo esse um dos motivos por ter gerado ciúme no deus, por ser dotado de sua maestria com o arco e flecha e uma beleza que cativara a deusa da caça e da lua, Ártemis.

Lenda


Diz a lenda que Órion era um gigante caçador, amava Ártemis, com quem quase se casou. O irmão de Ártemis, Apolo, por sua vez, se aborrecia com tal aproximação entre os dois, pois sua irmã jurara ser virgem para sempre. Então alertara a Ártemis.

Impecável em sua pontaria ela atingiu em cheio seu amado, que fugia de um escorpião que Gaia havia enviado para matá-lo. O corpo, já moribundo, de Órion foi conduzido ao Tartaro. Percebendo o engano que havia cometido, Ártemis, em meio às lágrimas, pediu para Zeus colocar Órion e o escorpião entre as estrelas: o gigante trajado com um cinto, uma pele de leão, armado de uma espada e de sua clava, acompanhado por Sírius, seu cão, fugindo de seu inimigo escorpião.(Sírius ou Sírio é a estrela mais brilhante do céu e encontra-se na constelação Cão Maior, perto da constelação de Órion ou Orionte).

Outra versão é a de que Órion tentou violentar a deusa Ártemis. A fim de castigá-lo, Ártemis mandou um escorpião gigantesco morder-lhe o calcanhar, matando-o. Pelo serviço prestado à deusa, o escorpião foi transformado em constelação, simbolizando a raiva de Ártemis por ter sido ameaçada de estupro ou, segundo algumas versões, por ter tido sua oferta afetiva e sexual rejeitada.

Ainda há outra versão em que Órion era apenas um caçador, descendente dos deuses, mas ainda sim um homem normal. Nessa versão, ele se apaixona pr Ártemis, que corresponde ao amor, mas Apolo enciumado põe um escorpião gigante para perseguir e matar o rapaz. Na praia com sua irmã, ele a desafia a acertar um ponto negro no oceano dizendo que ela não é tão boa quanto ele. Ártemis, orgulhosamente, diz que ser até melhor e retesando seu arco e flecha prepara o tiro, que acerta o alvo. A maré se tinge de vermelho e o corpo moribundo de Órion foi trazido para a arrebentação, onde a deusa o tomou nos braços chorando copiosamente e lhe pedindo perdão. Foi então que rogou a seu pai, Zeus, que elevasse Órion às estrelas (algumas versões, ela mesma o transforma em constelação) tornando o rapaz na constelação de Órion. Jurou a ele seu amor e que dali em diante jamais se apaixonaria outra vez, dando as costas à companhia masculina (no sentido de amor). Também foi deste dia em diante que sua aversão ao homem nasceu, movida pelo seu ódio por Apolo, pois mostrou que o homem pode ser um grande enganador, mentiroso, principalmente isso.

Em outra versão, Apolo em um acesso de ciúmes com a aproximação dos dois, levou no caçador à loucura despertando nele uma extrema sede de sangue, até que ele foi morto por um escorpião gigante. Triste, Ártemis transformou seu adorado caçador em constelação, para honrar sua memória.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

o 5o pilar do islã



O Quinto Pilar do Islã: A Peregrinação (Hajj)


 O Hajj (peregrinação à Meca) é a quinta das práticas e instituições islâmicas fundamentais conhecidas como os cinco pilares do Islã. A peregrinação no Islã não é feita a túmulos de santos, a monastérios em busca de ajuda de homens sagrados, ou locais onde supostos milagres aconteceram, muito embora nós vejamos muitos muçulmanos fazendo isso. A peregrinação é feita à Caaba, encontrada na cidade sagrada de Meca na Arábia Saudita, a ‘Casa de Deus,’ cuja santidade reside no fato de que o Profeta Abraão a construiu para a adoração a Deus. Deus o recompensou atribuindo a Casa a Si próprio, em essência honrando-a, e fazendo-a o epicentro devocional para o qual todos os muçulmanos se voltam quando oferecem as orações (salah). Os rituais de peregrinação são realizados hoje exatamente como foram feitos por Abraão, e depois dele pelo Profeta Muhammad, que Deus os exalte.


A peregrinação é vista como uma atividade particularmente meritória. A peregrinação serve como uma penitência – o perdão supremo para pecados, devoção e intensa espiritualidade. A peregrinação à Meca, a cidade mais sagrada no Islã, é exigida de todos os muçulmanos física e financeiramente capazes uma vez em suas vidas. O ritual de peregrinação começa uns poucos meses após o Ramadã, no oitavo dia do último mês do ano islâmico de Dhul-Hijjah, e termina no décimo terceiro dia. Meca é o centro para o qual os muçulmanos convergem uma vez ao ano, se encontram e revigoram a fé de que todos os muçulmanos são iguais e merecem o amor e simpatia dos outros, independentemente de sua raça ou origem étnica. A harmonia racial promovida pelo Hajj é talvez melhor capturada por Malcom X em sua peregrinação histórica:


‘Todos entre os milhares no aeroporto, prestes a deixar Jeddah, estavam vestidos dessa forma. Você podia ser um rei ou um camponês e ninguém saberia. Alguns personagens poderosos, que foram discretamente mostrados a mim, vestiam a mesma coisa que eu. Uma vez vestidos, todos nós começávamos a chamar intermitentemente “Labbayka! (Allahumma) Labbayka!” (A seu serviço, Ó Senhor!) Reunidas no avião estavam pessoas brancas, pretas, marrons, vermelhas e amarelas, olhos azuis e cabelos loiros, e meu cabelo vermelho encaracolado – todos juntos, irmãos! Todos honrando o mesmo Deus, todos honrando igualmente uns aos outros. . .


Foi quando pela primeira vez eu comecei a reavaliar o ‘homem branco’. Foi quando eu comecei a perceber que ‘homem branco’, como é comumente usado, só significa complexão secundariamente; primariamente descreve atitudes e ações. Na América, ‘homem branco’ significava atitudes e ações específicas em relação ao homem negro, e em relação a todos os homens não-brancos. Mas no mundo islâmico, eu vi que homens com complexões brancas eram mais genuinamente fraternais que qualquer um com quem eu já tivesse estado. Aquela manhã foi o começo de uma mudança radical em meu ponto de vista sobre homens ‘brancos’.


Existiam dezenas de milhares de peregrinos, de todo o mundo. Eles eram de todas as cores, de loiros de olhos azuis a africanos de pele negra. Mas estávamos todos participando no mesmo ritual exibindo um espírito de unidade e irmandade que minhas experiências na América tinham me levado a acreditar que nunca poderia existir entre o branco e o não-branco... A América precisa entender o Islã, porque essa é a única religião que apaga de sua sociedade o problema racial. Ao longo de minhas viagens no mundo islâmico, eu tenho encontrado, falado e até mesmo comido com pessoas que na América seriam consideradas brancas – mas a atitude ‘branca’ foi removida de suas mentes pela religião do Islã. Eu nunca tinha visto irmandade sincera e verdadeira praticada por todas as cores juntas, independentemente de sua cor.”


A peregrinação une os muçulmanos do mundo em uma fraternidade internacional. Mais de dois milhões de pessoas realizam o Hajj a cada ano, e o ritual serve como uma força unificadora no Islã ao reunir seguidores de origens diversas em adoração. Em algumas sociedades islâmicas, uma vez que o crente fez a peregrinação, ele é geralmente identificado com o título de ‘hajji’; isso, entretanto, é um costume cultural, ao invés de religioso. Finalmente, o Hajj é uma manifestação da crença na unicidade de Deus – todos os peregrinos adoram e obedecem aos comandos do Deus Único.


Em certas estações nas rotas das caravanas para Meca, ou quando o peregrino passa no ponto mais próximo a essas estações, o peregrino entra no estado de pureza conhecido como ihram. Nesse estado, certas ações ‘normais’ do dia e da noite se tornam proibidas para os peregrinos, como cobrir a cabeça, cortar as unhas, e usar roupa normal no que se refere aos homens. Os homens removem suas roupas e adotam vestimentas específicas para esse estado de ihram, dois tecidos brancos sem costura enrolados no corpo. Tudo isso aumenta a reverência e santidade da peregrinação, da cidade de Meca e do mês de Dhul-Hijjah. Existem 5 estações, uma nas planícies da costa nordeste de Meca na direção do Egito e uma ao sul na direção do Iêmen, enquanto três ficam ao norte ou leste na direção de Medina, Iraque e al-Najd. A vestimenta simples significa a igualdade de toda a humanidade aos olhos de Deus, e a remoção de todas as afeições mundanas. Após entrar no estado de ihram, o peregrino prossegue até Meca e espera o começo do Hajj. No sétimo dia de Dhul-Hijjah o peregrino é relembrado de seus deveres, e no começo do ritual, que ocorre entre o oitavo e décimo segundo dia do mês, o peregrino visita os locais sagrados fora de Meca – Arafah, Muzdalifah, e Mina – e sacrifica um animal celebrando o sacrifício de Abraão. O peregrino então apara ou raspa seu cabelo e, após jogar sete pedras em pilares específicos em Mina em três ou quatro dias consecutivos, se dirige à mesquita central onde ele caminha sete vezes em volta do santuário sagrado, ou Caaba, na Grande Mesquita, e anda de um lado para outro, caminhando e correndo, entre os dois pequenos montes de Safaa e Marwah sete vezes. Discutir o significado histórico e espiritual de cada ritual está além do propósito desse artigo introdutório.


Além do Hajj, a “peregrinação menor” ou umrah é realizada pelos muçulmanos durante o resto do ano. Realizar a umrah não substitui a obrigação do Hajj. É semelhante à peregrinação islâmica maior e obrigatória (hajj), e os peregrinos podem escolher entre realizar a umrah separadamente ou junto com o Hajj. Como no Hajj, o peregrino começa a umrah assumindo o estado de ihram. Eles entram em Meca e circulam o santuário sagrado da Caaba sete vezes. Eles devem então tocar a Pedra Negra, se puderem, orar atrás da Maqam Ibrahim (Estação de Abraão) e beber a água sagrada da fonte de Zamzam. Andar entre os montes de Safa e Marwah sete vezes e aparar ou raspar os cabelos completa a umrah.





Hajj Muçulmano
Hajj ou Hadj (árabe:حج) é o nome dado à peregrinação realizada à cidade santa de Meca pelos muçulmanos. É considerada como o último dos "Cinco pilares do Islamismo" (arkan), sendo obrigatória, pelo menos uma vez na vida, para todo o muçulmano adulto, desde que este disponha dos meios econômicos e goze de saúde. Cerca de 3 milhões de pessoas de todos os pontos do planeta realizam anualmente o Hajj.
O Hajj só pode ser efetuada uma vez por ano, entre o oitavo e o décimo terceiro dia do mês de Dhu al-Hijja, o último mês do calendário islâmico.
Se a peregrinação a Meca ocorrer noutra altura do ano será chamada de Umra; é considerada uma boa ação, mas não substitui o Hajj. A Umra é também conhecida como a "peregrinação menor". Difere em relação ao Hajj ao nível dos ritos: a Umra inclui apenas os ritos realizados na Grande Mesquita de Meca.
A expressão El hajj ou el hadj pode ser colocada na frente do nome das pessoas que já fizeram a peregrinação.
Liturgia do Hajj
A realização da peregrinação é antecedida pela manifestação do desejo de efetuá-la (niyya, "intenção"). Para esse efeito foram desenvolvidas fórmulas que proclamam essa intenção. A decisão de partir em peregrinação não deve prejudicar ninguém, caso contrário o Hajj será inválido. O peregrino não deve contrair dívidas para fazer a viagem, não deve deixar dívidas por pagar e não deve deixar os membros da sua família sem recursos ou em situação desprotegida.
A partir do momento em que o peregrino se encontra a uma certa distância da cidade de Meca, deve proceder à entrada no estado de ihram ("sacralização", estado sagrado), que consiste em vestir a roupa (iharam) que usará durante a celebração dos rituais: duas peças de tecido brancas não cosidas e sandálias igualmente não cosidas. Enquanto permanecer no estado ihram o peregrino não deve cortar o cabelo, cortar as unhas, usar perfumes, matar animais, envolver-se em discussões ou lutas, manter relações sexuais ou contrair matrimônio. O peregrino volta outra vez a proclamar a sua intenção em efetuar o Hajj.
Depois de entrar na Grande Mesquita de Meca o peregrino efetua o tawaf, que consiste em realizar sete voltas à Kaaba no sentido contrário aos ponteiros do relógio (cada volta é chamada de shawt, sete ashwat constituem o tawaf). Durante as sete voltas o muçulmano efetua orações. As primeiras três voltas devem ser efetuadas a um passo mais acelerado.
De seguida, o peregrino procede à prática do sa´ee (ou sa´y, "deambulação") percorrendo um corredor entre os montículos de Safá (Safa) e Meruá (Marwa), ainda dentro da mesquita, de novo sete vezes. Este ato recorda o desespero de Agar, mulher de Abraão, quando procurava água para o seu filho Ismael entre aqueles dois pontos. Os peregrinos podem também beber um pouco da água do poço de Zamzam, que se encontra na mesquita e que salvou Agar e o seu filho.
O peregrino recita depois o talbiya, uma oração na qual declara que faz o Hajj unicamente em honra de Deus.
Depois do pôr-do-sol os peregrinos dirigem-se para Mina, um local perto de Meca, onde acampam e passam a noite. Devem aqui realizar as suas orações. Termina aqui o primeiro dia do Hajj.
No dia seguinte (dia 9 do mês de Dhu al-Hijja), os peregrinos deixam Mina em direcção a Arafat, um local habitualmente referido como um monte, mas que na realidade é uma planície a cerca de 20 km de Meca. Uma vez em Arafat o dia é consagrado à oração, à leitura do Alcorão e ao pedido de perdão a Deus pelos pecados cometidos. O peregrino chegou ao ponto alto do Hajj.
Após o pôr-do-sol os peregrinos dispersam, abandonando Arafat em direção a Muzdalifah. Em Muzdalifah fazem a oração da noite e lá deverão passar a noite em tendas. Durante a noite recolhem-se pequenas pedras que serão usadas num ritual do dia seguinte. Antes do nascer do sol parte-se para Mina.
Em Mina os peregrinos atiram sete pedras contra três bétilos (pedras que eram adoradas como divindades nos tempos pré-islâmicos). A maior delas, Jamarat al-Kubra, representa hoje Satanás. O ato tem como simbologia o desejo de se renunciar ao mal e exaltar o Deus único. Cada peregrino deve depois sacrificar um animal (um carneiro ou um bode). Os ritos terminam com o início de um festival de três dias que celebra o fim do Hajj, o Eid al-Adha ("Festa do Sacrifício"). Uma vez que é impossível consumir toda a carne que resultou de cada um dos sacrifícios, as autoridades locais desenvolveram complexos de tratamento das carnes para serem mais tarde distribuídas pelos mais necessitados. Em Mina os peregrinos podem retirar os trajes que usaram durante os rituais.
Por último, o peregrino deve efetuar um tawaf e um sa´ee finais antes de se despedir de Meca. Todo o homem ou mulher que efetuou o Hajj é chamado de hajji ou hajja respetivamente, alcançado um estatuto de respeito na comunidade e na família.
Alguns peregrinos aproveitam a ocasião para se deslocarem à cidade de Medina, onde se encontra o túmulo do profeta Maomé.
El hajj ou el hadj pode ser colocado na frente de nomes de pessoas que já fizeram a peregrinação (Fonte: União Islâmica)

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

MISTERIOS SAGRADOS




"TENDE FE COMO UM GRAO DE MOSTARDA E MOVEREIS MONTANHAS."

EXISTEM DOENÇAS CAUSADAS POR MAU-OLHADO, POIS FEREM O CORPO VITAL. CAUSANDO OLHEIRAS, VOMITO, FEBRE, DIARREIA, ETC.

Animais de poder ou aliados de poder Para os que desejam ingressar no xamanismo ou para aqueles que já se encontram no caminho xamânico há algum tempo, saibam que uma das mais poderosas ferramentas que tem acesso os xamãs são os animais de força ou aliados de poder. A muitos métodos que ensinam a reconhecer teus animais de poder, isto varia de tribo para tribo. Cada ser da criação divina possui um lugar único e especial dentro da grande roda de cura. Minha intenção como xamã e curador é despertar na mente dos irmãos e irmãs um sentimento de identificação que faça a conexão entre vocês e a mãe terra e com todas as criaturas que nela vivem. Ah meus amados, somos apenas um entre os muitos filhos da criação. Nada temos de tão especial e de tão grandioso que nos faça diferentes dos seres que nos cercam e que nos coloque acima da teia da vida. No caminho evolutivo, somos bem maiores que uns e bem menores que outros! Então porque esta mania de grandeza e arrogância. No xamanismo vocês conseguiram superar e derrotar de vez os frutos do ego, como o orgulho, a crueldade, a ansiedade, a insegurança, a depressão, a irresponsabilidade, a critica, a ilusão, o medo, a preocupação e tantos outros. Xamanismo é integração como o todo, integração como o universo, integração absoluta com o GRANDE PAI. No xamanismo aprende-se rápido que somos nós, a essência o que habita dentro deste corpo de carne. Que a mente não é o cérebro. Porque a mente é para sempre e o cérebro é como um pedaço de unha ou fio cabelo, cai e apodrece. Nós e nosso corpo somos comparáveis ao motorista em um automóvel. Você é o condutor e o corpo é o veículo. Quem deste dois tem maior valor: o automóvel ou o condutor que conduz o veículo? No xamanismo lidamos com verdades absolutas e não com verdades efêmeras. No xamanismo o verbo é o SER e não o TER. É o irmão ou a irmã que deu mais valor ao veículo do que o condutor, é que muito sofre, pois também isto é fruto do ego. Então vejam:


O orgulho: porque na vida nada está perdido. Aliás, existe a época certa para cada um saber o que é preciso para se desenvolver. A compulsão de querer controlar a vida alheia é apenas o fruto de nosso orgulho.


A crueldade: a autocrueldade é sem duvidas a mais dissimulada de todas as opressões. Cada ato de crueldade que ocorre neste mundo tem como origem básica uma criatura que ainda não aprendeu a amar…


A ansiedade: a reunião de todas as nossa ansiedades em nada poderá alterar o nosso destino. Somente o nosso empenho, determinação e vontade no momento presente é que poderá transformar o nosso destino melhor. De nada adiantará teu desespero e aflição, pois a VIDA MAIOR não ti dará ouvidos desta forma…


A depressão: é preciso aprender a lidar com as nossas emoções. Não devemos nos censurar por senti-las, mas si decidirmos o que fazer com elas! Somos também natureza. Possuímos as estações da alegria, do entusiasmo, da moderação e do desânimo, assim como a da primavera, do verão, outono e do inverno


Agosto traz um novo ciclo para o programa “O Sagrado Chamado”. Três monges da Ordem Graça Misericórdia apresentarão uma série de três capítulos, durante os meses de agosto, setembro e outubro, dedicados à Sagrada Família de Nazaré.
Essa série nos ajudará a aprofundar e refletir sobre a vida de Jesus, Maria e José; Sagrados Corações que encarnaram um padrão exemplar de família tal como o Criador pensou e um modelo vivo para que todas as famílias do mundo imitem.


"Contemplem o Amor vivido pela Sagrada Família e, com o espírito unido ao Espírito Santo, caminhem para a vivência deste arquétipo de vida sobre a Terra.”

Maria, 20 de outubro de 2013.

Estes tempos de caos e de grande purificação nos chamam à reflexão em nossos núcleos familiares e a tomar consciência de quanto nos desviamos dos verdadeiros valores.
Através de cada capítulo conheceremos todas as virtudes e os dons que despertaram em Maria, José e no Menino Jesus durante Sua vida na Terra, e serão inspiração para que as famílias voltem a encarnar qualidades elevadas e puras, semeando as sementes para a nova humanidade.

"Se apenas aspirarem a viver como viveu a Sagrada Família, o Senhor enviará Seu auxílio para que deem grandes passos nesse caminho; mas é necessário ter plena fé de que isso é possível."

Maria, 20 de outubro de 2013.


Os três Sagrados Corações foram exemplo vivo de amor, humildade, obediência e serviço.Contemplando suas vidas, poderemos encontrar muitas respostas e um caminho seguro à vontade de Deus.
Todos poderão assistir ao programa, ao vivo, na terceira sexta-feira de cada mês, às 20 horas, através de Misericórdia Maria TV.


"Que se abram os ouvidos internos das criaturas e que possam escutar o Chamado celestial, pois a Vontade que tudo abarca dos Mensageiros Celestes é que todas as criaturas da Terra sejam uma sagrada família universal".

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

como deveriamos tratar as pessoas com um carater dificil



Como deveríamos tratar as pessoas com um caráter difícil?

Algumas pessoas podem ser complicadas de conviver simplesmente porque representam um desafio. Talvez sejam complicadas porque vivemos com elas (e a convivência próxima amplia as rivalidades). Quem sabe seja difícil porque nós somos complicados e há algo em nós que as irrita. Ou realmente são difíceis.

Seja qual for o caso, podemos aprender a aceitar os inconvenientes, as incoerências e as perturbações (da gente e dos acontecimentos) de nossa vida e vê-los não como desconforto necessário, mas sim como presentes da vida.

A escritora católica americana Heather King escreveu:

Quando estamos abertos e receptivos a tudo o que o mundo tem para nos oferecer, e o mundo inteiro nos instrui, então tudo ao nosso redor se ilumina por dentro. É então que percebemos que tudo está, ou pode estar, conectado com nossa busca da beleza e da ordem. Tudo “encaixa”: bonecas velhas, jornais em ruínas, botões descartados; as pessoas difíceis.

Conseguir enxergar pessoas difíceis de uma forma positiva pode ser pedir muito. Mas podemos começar por aprender a tratar os demais de uma forma parecida como Jesus fez.

As Escrituras nos ensinam algumas das maneiras como Jesus tratou pessoas difíceis:

1. Jesus faz perguntas

No Capítulo 2 de Lucas, pedem a Jesus que resolva uma disputa familiar e Ele basicamente responde, “Eu sou sua babá?” (eu sei, é uma tradução muito livre). É interessante destacar que Jesus fazmuitas perguntas nas Escrituras. As perguntas de Jesus às vezes eram retóricas, ou desafiantes, e outras vezes ele também esperava respostas e opiniões. Ao fazer perguntas, Jesus enfatiza sua atitude aberta para com o seu interlocutor.

É curioso, mas nós não somos de fazer muitas perguntas. Damos consentimento, palestras, damos lições, observamos, interrompemos e julgamos. Mas raras vezes fazemos perguntas ao outro. Jesus, ao fazer perguntas frequentemente (creio que estava modelando o comportamento de um bom comunicador), mostra o suficiente interesse pela outra pessoa para iniciar e estimular uma conversa. Ainda mais, quando são pessoas de difícil tratamento.

2. Jesus nunca se sente encurralado

No Capítulo 6 de Lucas, Jesus está dando um passeio de sabbat (Sábado, entre o judeus é o dia de festa dedicado ao culto divino)com seus discípulos, quando aparecem os fariseus, como se tivessem saído do nada, e o acusam de quebrar o sabbat. Jesus não se altera. Nunca se assusta com as pessoas que tentam colocar um obstáculo ou que pensam o pior Dele, porque Ele não se importa com o que os outros pensam.

Existem ocasiões em que há pessoas que nos encurralam com suas presunções e críticas e isso pode fazer-nos duvidar se a maneira que vemos é mais objetiva do que a percepção que temos de nós mesmos. É duro quando os outros nos interpretam mal ou não se esforçam em nos conhecer antes de nos julgar. Porém, tal como fazia Jesus, não temos que nos sentir definidos pelas projeções que os outros têm de nós. Nossa identidade habita em Deus e Nele devemos buscá-la, não no que as outras pessoas tentam impor.

3. Jesus sabe quando ignorar

Lembra quando Jesus irritou todos os antigos vizinhos e amigos de sua cidade natal, Nazaré? Eles ficaram tão furiosos que decidiram atirá-lo de um penhasco. Jesus, ao ver que essas pessoas não tinham razão, ignorou seu ódio, “passando pelo meio deles, seguia seu caminho” (Lucas 4).

Algumas vezes as pessoas difíceis têm acessos de raiva, falam com dureza ou abusam de nós (uma maneira muito comum é na internet, por exemplo). É hora de desligar e voltar. Jesus sabia manter sua pressão sanguínea sob controle e não desviava os olhos de seu objetivo. Claro, se temos que falar as coisas claras para alguma pessoa, uma boa discussão frente a frente pode ajudar. Mas melhor quando seguramos os ânimos.

4. Jesus não se põe na defensiva

No Capítulo 10 de Marcos, Tiago e João dizem a Jesus: “Mestre, queremos que nos faças o que vamos te pedir”. Mas Jesus é independente, de modo que os favores que os outros lhe pedem e os abusos de confiança não o ameaçam. Sabe quando dizer não ou dizer sim, e não se castiga quando não faz os outros felizes.

Em algumas ocasiões as pessoas podem pedir de nós mais do que podemos dar. Podem tentar nos convencer fazendo-nos sentir culpados e antes de percebermos estaremos satisfazendo um caprichoso ou um mandão (e mandar é um vício difícil de satisfazer!). Mas Jesus não tenta agradar as pessoas. Jesus não precisa proteger-se dos outros; a vontade de Deus é segurança suficiente. Esta é a origem da sua defesa.

5. Jesus é flexível

Em Mateus 15, uma mulher cananeia pede para Jesus curar sua filha, e Ele se recusa. Mas, em seguida, comovido pela resposta da mulher, que demostra ter uma grande fé, decide fazer a cura. Jesus se aproxima das pessoas com uma mente aberta. Permite que o Espírito Santo o guie.

Quando uma pessoa difícil se aproxima, pode passar pela nossa cabeça ‘Ótimo, vamos começar’ ou ‘Eu já sei o que vai dizer’, mas Jesus mantém uma mente aberta quando os outros se aproximam. Porque nunca se sabe.

É possível que o Espírito Santo te guie, ou guie a alguém de caráter complexo, e que atue de forma diferente, inesperada. O estar próximo dos outros nos aproxima também do Espírito Santo, que trabalha dentro de nós e das outras pessoas.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

SAMAEL AUN WEOR




NO NARIZ DA ESFINGE, HA UMA PORTA SECRETA PARA UM MISTERIOSO TEMPLO.

NOSSOS PECADOS NOS TORNAM HORRIVEIS.

A ALMA EM ORAÇAO, EM EXTASE, PODE CHEGAR A VER O PROPRIO CRISTO.
NO DESDOBRAMENTO ASTRAL, A ALMA PODE SE TRANSPORTAR A OUTROS PLANETAS E CONHECER MUITOS MISTERIOS.

NA LUA TAMBEM TEVE 7 RAÇAS, A PRIMEIRA DE GIGANTES E A ULTIMA PEQUENA, DO TAMANHO DE FORMIGAS.

QUANDO UM INICIADO REALIZA MILAGRES, FAZ SEMPRE COM A PERMISSAO DOS SERES SUPERIORES.

HA UMA INTIMA RELAÇAO EXISTENTE ENTRE A GLANDULA PINEAL E OS ORGAOS SEXUAIS. ENQUANTO O PLEXO SOLAR, SITUADO NO UMBIGO, É A ANTENA RECEPTORA OU TELEPATICA QUE CAPTA AS ONDAS MENTAIS DOS NOSOS AMIGOS E INIMIGOS E AS TRANSMITI A MENTE. A GLANDULA PINEAL É O CENTRO EMISSOR DO PENSAMENTO, TRANSMITINDO ONDAS AS DIVERESAS PESSOAS E LUGARES. QUANDO A GLANDULA PINEAL É MALGASTA COM A ENERGIA SEXUAL, ELA SE DEBILITA E DEGENERA. JA NAO PODENDO EMITIR AS ONDAS MENTAIS COM FORÇA.

BANHE-SE COM CAMOMILA, EUCALIPTO, MENTA, NOGUEIRA, ETC. POR 40 DIAS. FAÇA CARIDADE E SEUS NEGOCIOS MELHORARAM.

AMOR É LEI, POREM AMOR CONSCIENTE.

CONJURAÇAO DOS SETE
EM NOME DE MICHAEL, QUE JEHOVA TE MANDE E TE AFASTE DAQUI, CHAVAJOTH!
EM NOME DE GABRIEL, QUE ADONAI TE MANDE E TE AFASTE DAQUI, BAEL!
EM NOME DE RAPHAEL, DESAPARECE AANTE ELIAL, SAMGABIEL!
POR SAMAEL ZEBAOTH E EM NOME DE ELOHIM GIBOR, AFASTA-TE ANDRAMELEK!
POR ZACHARIEL E SACHIEL MELECK, OBEDECE ANTE ELVAH, SANAGABRIL!
NO NOME DIVINO E HUMANO DE SCHADDAI E PELO SIGNO DO PENTAGRAMA QUE TENHO NA MAO DIREITA! EM NOME DO ANJO ANAEL! PELO PODER DE ADAO E EVA, QUE SAO JOT-CHAVAH, RETIRA-TE LILITH! DEIXA-ME EM PAZ, NAHEMAH!
PELOS SANTOS ELOHIM E EM NOME DOS GENIOS CASHIEL, SEHALTIEL, APHIEL E ZARAHIEL, AO MANDATO DE ORIFIEL, REITIRA-TE MOLOCH! NÓS NAO TE DAREMOS NOSSOS FILHOS PARA QUE OS DEVORES.
ASSIM SEJA,
AMEM!

(...)

terça-feira, 20 de setembro de 2016

maquiavel - jucelia




O homem circunspecto, quando chega a ocasião de ser impetuoso, não o sabe ser, e por isso se arruína, porque, se mudasse de natureza, conforme o tempo e as coisas, não mudaria de sorte”. Nicolau Maquiavel


Finalizamos o artigo anterior (AQUI) insistindo que as pessoas são levadas pelas aparências, daí a importância de se aparentar possuir boas qualidades. Até aqui, parece-me que não mudamos muito desde o renascimento.



Maquiavel prossegue então, esclarecendo que, dentre as características que podem nos fazer desprezíveis constam: ser volúvel, leviano, pusilânime e irresoluto.



E dentre as qualidades admiradas, lista a grandeza, a coragem, gravidade efortaleza, além da firmeza daqueles cujas sentenças são irrevogáveis, o que faz com que nem passe pela cabeça de alguém nos enganar.



Quem tem poder, sempre terá "bons" amigos. Castigos, reprimendas, enfim, imposição das penas, devem sempre ser delegada a terceiros, já das boas notícias, dos agraciamentos e demais benfeitorias, devemos nos encarregar pessoalmente.



Não convém que permitamos que alguém nos odeie, mas se isso for mesmo inevitável, que – ao menos – evitemos ser odiados pela maioria, pois uma boa reputação sempre nos defende. Fazer coisas vis, pouco dignas nos torna desprezíveis no conceito das pessoas e não há fortaleza que nos proteja disso (que o Governo de Israel, atente a isso em Maquiavel).



Por isso é tão importante que se trabalhe no sentido de, em cada ação, conquistar fama de grande homem: “Nada faz estimar tanto um príncipe como os grandes empreendimentos e o dar de si raros exemplos”, diz Maquiavel.



Diz ainda que é estimado quem sabe ser verdadeiro amigo e verdadeiro inimigo: “(...) isto é, quando, sem qualquer preocupação, age abertamente em favor de alguém contra um terceiro”. E comprova, por A+B que tomar partido será sempre mais útil do que conservar-se neutro.



A tibieza (ficar em cima do muro) deve ser evitada porque, segundo ele, “se dois poderosos vizinhos teus se puserem a brigar, ou são de qualidade que, vencendo um deles, tenhas que temer o vencedor ou não”.



Salienta que em qualquer caso será sempre mais útil tomar partido e fazer guerra de fato porque, se não estivermos ao lado de quem vencer, seremos sempre presa dele, do vencedor. E, detalhe: com grande prazer por parte do derrotado, já que optamos por nos abster: “E não tens razão nem coisa alguma em tua defesa nem quem te acolha”.



Por outro lado, quem vence não quer amigos suspeitos, que não ajudem nas adversidades. E assim, numa polêmica, o “mosca morta” que não se decide sobre qual parte apoiar não poderá contar nem com quem venceu nem com quem perdeu.



 
Perspicaz, Maquiavel aponta que aquele que não é teu amigo pedirá que sejas neutro e aquele que é teu amigo pedirá que tomes partido abertamente: “E os príncipes irresolutos, para se afastarem destes perigos, seguem, as mais das vezes, aquela linha neutra, e quase sempre são mal sucedidos”. É interessante como essa teoria pode ser confirmada até mesmo nos mais prosaicos e ordinários conflitos familiares ou empresariais.



Quando tomamos coragem e nos colocamos abertamente ao lado de um dos que estiverem em conflito, se aquele ao qual aderimos vencer, ainda que seja poderoso ele terá obrigações para conosco e será compelido a nos devotar amizade: “e os homens não são nunca tão maus que queiram oprimir a quem devem ser gratos”.



Por outro lado, Maquiavel afirma que se aquele a quem ajudamos vier a perder a questão, ele nos socorrerá quando puder, e, nesse caso, ficaremos ligados a uma fortuna (sorte) que pode ressurgir: “A prudência está justamente em saber conhecer a natureza dos inconvenientes e adotar o menos prejudicial como sendo bom”.



O Florentino reitera que um príncipe deve mostrar-se amante das virtudes e honrar os que se revelam grandes numa arte qualquer. Deve também, nas épocas apropriadas, proporcionar festas e espetáculos ao povo, além de dar provas de afabilidade e munificência, mantendo sempre integral, contudo, a majestade da sua dignidade, a qual não deve faltar em nada.



Sobre aqueles que elegemos para participar de nossa vida, diz ser de grande importância saber escolher, pois “A primeira conjetura que se faz, a respeito das qualidades de inteligência de um príncipe, repousa na observação dos homens que ele tem ao seu redor”. Eis sua releitura do famoso “Diz-me com quem andas...”.



Evita-se o erro na escolha – seja do cônjuge, dos funcionários ou dos amigos – ao saber reconhecer as qualidades de competência e fidelidade. Isso é ser sábio.



O autor deve ter presenciado tantas, mas tantas intrigas que insiste em salientar inúmeras vezes, o quão é importante que não confiemos em ninguém: “Não desejarias cair só por creres que encontrarias quem te levantasse. Isso ou não acontece, ou, se acontecer, não te dará segurança, porque é fraco meio de defesa o que não depende de ti”, ressaltando que só são bons, certos e duradouros os meios de defesa que dependem de nós mesmos e do nosso valor.



Maquiavel reconhece que muitas pessoas comungam da opinião de que as coisas do mundo são governadas pela fortuna e por Deus, de modo que a prudência dos homens não pode corrigi-las e que, por isso, poderíamos achar ser desnecessário nos incomodarmos, deixando que a sorte nos governe.



Afirma pensar que a fortuna seja mesmo árbitra de metade de nossas ações, mas que, no entanto, ainda assim, ela, a fortuna, nos deixa governar quase a outra metade.



 

Comparando a fortuna (o acaso) a um rio impetuoso que quando se encoleriza alaga e destrói tudo, chama a atenção para o fato de que, quando as coisas se acalmam, os homens podem sim, fazer os reparos necessários, precaverem-se para os reveses.



É assim que acontece com a (má) fortuna, diz ele: “O seu poder é manifesto onde não existe resistência organizada, dirigindo ela a sua violência só para onde não se fizeram diques e reparos para contê-la”.



 

Não é raro testemunharmos o sucesso e a ruína de muitos, mesmo que não tenha havido mudança na sua natureza, nem em algumas das suas qualidades. A razão disso é: “que quando um príncipe se apoia totalmente na fortuna, arruína-se segundo as variações daquela”. Claro: a "Roda da Fortuna"... Roda.



Apropriado é, segundo Maquiavel, combinar o modo de proceder com as particularidades dos tempos, e “infeliz o que faz discordar dos tempos a sua maneira de proceder”.Adequação é a palavra-chave, nesses casos.



Na busca por glória e riquezas, os homens costumam proceder de modos diversos: uns são circunspectos, outros impetuosos; Uns agem com violência, outros com astúcia, paciência e, cada um, por estes diversos modos pode alcançar seus objetivos: “Vê-se que, de dois indivíduos cautelosos, um chega ao seu desígnio e outro não, e do mesmo modo, dois igualmente felizes, com dois modos diversos de agir, são um circunspecto e outro impetuoso, o que resulta apenas da natureza particular da época, e com a qual se conforma ou não o seu procedimento”. Ele insiste em alertar que quando os tempos mudam, quem não altera seu modo de proceder, se arruína.


E, quando a fortuna se altera – e a única certeza, como já disse Heráclito, é a mudança –, convém alterarmos também nosso modo de agir, adequando-o conforme as exigências das novas circunstâncias. Ajustemos o leme. Constantemente.

ressonancia - jucelia




Falávamos em Ressonância: maravilhosa capacidade que temos de soar juntos, de amplificar ideias e valores, intensificar movimento, vibrar em consonância. Pensemos agora em uma câmara, ou caixa, que faz ressoar, uma sala viva que arremessa tudo de um lado para o outro em perpétua reflexão; um lugar onde os limites da emissão se apresentam e começamos a repetir.

Toda onda perde energia a partir de sua emissão, tudo vai perdendo energia ao se afastar da própria fonte. Até que, de reflexão em reflexão, encontra um corpo onde pode ressoar, então se intensifica, se prepara e se lança novamente. É belo o conceito da Ressonância, corpos que vibram numa mesma frequência e se unem consonantes ou se disputam dissonantes, mas vibram.

Quando falamos em Eco, não estamos mais pensando em vibração. Não se trata mais da potência de afecção de uma ideia, mas da sua simples repetição. Trata-se mais da capacidade de reflexão das coisas ao redor de um som, ou seja, de um ambiente. O banheiro de azulejos é a sala de espelhos do som, tudo é refletido. A caverna é replay do som, tudo é repetido.

Nós carregamos uma câmara de eco dentro de nós. Quantas vezes não ficamos presos na incessante circulação de uma mesma ideia, dos mesmos afetos, ressentimentos. São os nossos abismos que se evidenciam aqui. Para entrar em uma longa repetição, basta que atiremos com intensidade suficiente. A formação rochosa e profunda desse lugar é bastante desconhecida, nós não conseguimos descer tão fundo. Mas nós poemos vigiar suas entradas É na porta dessas cavernas que devemos ter o maior cuidado, pois elas são ambientes onde o Eco impera.
Jackson PollockJackson Pollock
E as igrejas que nos habitam? Os coros de Amén em profusão, nos afogando em nossas culpas. Os longos corredores de ajoelhados recitando salmos em direção ao altar. Não, o ambiente da igreja não favorece apenas os lindos e afinados corais. Favorece também os valores cristãos que tanto insistimos em negar. Precisamos fechar as grandes portas de carvalho dessas igrejas que carregamos no peito. Chega de tanto ecoar expiação, má consciência, asceticismo…

O que queremos fazer retornar? Nossos medos e tristezas? Creio que não. Daí a necessidade de uma atividade imensa, de uma postura de atividade que é, antes de tudo, seletiva. Não deixar fazer soar eternamente nossos desassossegos. Não atirar ao abismo o que não queremos fazer ecoar. Às vezes metemos os desagrados nos abismos esperando que elas se calem e elas voltam produzindo mil fantasmas, engrandecidas pelo ambiente, aparecem retorcidas em deformação.

Há ainda um perigo maior. O que jogamos às nossas profundezas pode lá encontrar ressonância e se intensificar em conjunto com todo o ambiente ecoante. Microfonia, feedback, retroalimentação do pior. Nós não escolhemos alimentar nossos demônios, eles é que acham seu alimento dentro de nós. Ao menos, temos a chance de mantê-los longe. Não introjetar o que nos incomoda é a melhor opção. Saibamos colocar para fora. Saibamos colocar limites. Saibamos ser esponja num dia e concreto no outro. Porosidade só quando convier.
Jackson Pollock
Precisamos deixar de ser a caixa de repetição das lógicas impostas. Precisamos deixar de ser afetados por tudo o que jogam por aí, nas ondas de rádio e televisão, nos cultos e reuniões. Todos precisam de um pouco de silêncio. Só assim interrompemos o barulho incessante que invade nossos pensamentos. Quem sabe com um pouco de silêncio, nós consigamos dizer algo.

Aprender a lidar com o Eco é só uma outra maneira de pensar o Eterno Retorno, de saber como o retorno das coisas se apresenta, ora como um plus de potência, ora como impotência e ressentimento. É um passo para além da ressonância, é o caminho para a consistência. Encontrar intensidade se torna mais fácil do que fazê-la durar. Só conseguimos isso cuidando das nossas portas de entradas (ouvidos, pele, boca…) e cultivando um ambiente favorável dentro e fora de nós. Temos o desafio de dar consistência ao que emitimos aos ares e recebemos de volta, sempre de peito aberto. Para começar, vamos abrir as tampa das nossas caixas e deixar dissipar nossos tão conservados ecos…